Por falta de pagamento, atendimentos pelo Imas serão suspensos por cinco dias

Durante paralisação que começa na próxima segunda-feira (26), 25 mil usuários do plano contarão com atendimento apenas em casos de urgência e emergência 

Assembleia do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg) definiu paralisação dos serviços por cinco dias | Foto: Divulgação

Os hospitais, laboratórios, clínicas e demais estabelecimentos de saúde credenciados pelo Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) decidiram em assembleia nesta sexta-feira (23/2) que vão suspender o atendimento aos usuários do instituto por cinco dias.

A reunião que aconteceu na sede do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg) definiu que a paralisação de advertência acontecerá entre os dias 26 de fevereiro e 2 de março,

Os prestadores de serviços de saúde decidiram interromper temporariamente o atendimento pelo Imas devido aos constantes atrasos nos pagamentos dos atendimentos prestados. Apenas com um dos prestadores, a dívida já ultrapassa R$ 1,2 milhão e se arrasta desde 2016. Os prestadores cobram também que todos os pagamentos sejam liberados na mesma data.

Atualmente, conforme relatado na assembleia, a quitação tem sido seletiva, com o pagamento de uns, enquanto outros acumulam faturas vencidas. A paralisação é de advertência e os prestadores vão aguardar até o dia 20 de março para que os débitos vencidos sejam quitados. No dia 21, eles farão uma nova assembleia para avaliar a situação e a continuidade do atendimento aos cerca de 25 mil usuários do Imas.

Presidente do Sindhoesg, o médico José Silvério Peixoto Guimarães, observou que os prestadores se viram obrigados a suspender o atendimento diante dos atrasos que já comprometem o funcionamento das empresas. “Sabemos que os usuários já tiveram a contribuição descontada de seus contracheques e não tínhamos a intenção de paralisar o atendimento, mas não temos opção”, afirmou.

Entenda o caso

O Imas tem pendências com laboratórios, clínicas e hospitais referentes ao ano de 2016 (confira tabela abaixo). Os credenciados também reclamam de corte de 10% dos valores das faturas de outubro de 2016 e janeiro de 2017 e de 20% das faturas de novembro de 2016 e fevereiro de 2017 que, segundo eles, têm comprometido seriamente o funcionamento dos estabelecimentos de saúde credenciados.

Mesmo sem deliberação oficial por meio do sindicato, os atrasos já têm prejudicado o atendimento aos servidores municipais que dependem do serviço do Imas. Muitos deles têm dificuldades em encontrar atendimento médico pois muitos credenciados já se recusam a atender pelo convênio. No início do mês, clínicas credenciadas suspenderam os atendimentos de quimioterapia.

Confira os atrasos divulgados pelo Sindhoesg

Julho/agosto e setembro de 2016 – não pagos
Junho a novembro de 2017 – 80% dos prestadores ainda não receberam
Outubro de 2016 – faturas pagas com um corte de 10% do valor
Novembro de 2016 – faturas pagas com um corte de 20% do valor
Janeiro de 2017 – faturas pagas com um corte de 10% do valor
Fevereiro de 2017 – faturas pagas com um corte de 20% do valor

Até a publicação desta matéria o Jornal Opção não conseguiu contato com o presidente do Imas, Sebastião Peixoto.

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