Por decisão judicial suspeito de tentar matar mulher em Goiânia deve ser solto nesta quarta-feira

Crime ainda vai continuar sendo investigado por uma força-tarefa que busca um suposto assassino em série que atua nas ruas da capital. O suspeito está preso na Casa de Prisão Provisória, em Aparecida de Goiânia

suspeito serial killer

Leandro Cardoso de Oliveira tem diversas passagens pela polícia por roubo à mão armada e formação de quadrilha | Foto: Divulgação

Deve ser solto nesta quarta-feira (3/9) o suspeito de tentar matar uma jovem de 18 anos no Setor Jardim América. O crime faz parte de uma série de assassinatos contra mulheres em Goiânia nos últimos meses e que estão sob investigação pela força-tarefa promovida pela Secretária de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) e pela Delegacia Geral da Polícia Civil.

A decisão de soltura foi estabelecida nessa terça-feira (2) pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, que foi o responsável por determinar a prisão do rapaz no começo do mês passado. Segundo o magistrado, faltam provas “consistentes para mantê-lo preso”.

A defesa de Leandro Cardoso de Oliveira, que já cumpre pena no regime semiaberto e que usava tornozeleira eletrônica, alegou que a vítima e as testemunhas não o reconheceram  e que as roupas que ele usava no dia do crime eram diferentes das usadas pelo suspeito de cometer a tentativa de assassinato.

Casos

No último mês, os crimes contra mulheres em Goiânia ganharam repercussão na mídia nacional e até internacional e, geralmente, são descritos como feminicídio. A polêmica de um suposto serial killer, que atua de forma parecida nas ruas da capital, iniciou no dia 19 de janeiro deste ano com a morte de Beatriz Oliveira, de 23 anos, no Setor Nova Suíça. Os crimes são semelhantes, normalmente o suspeito se aproxima da vítima e atira. Um detalhe chama a atenção dos investigadores: o assassino vai embora sem levar nada.

O número de mulheres vítimas desse suposto serial killer aumentou no começo deste mês com a morte de Ana Lídia, de 14 anos, executada por um homem enquanto esperava um ônibus no Setor Morava Nova. Entre Beatriz Oliveira e Ana Lídia, a sociedade goianiense acompanhou 13 execuções de mulheres, com idades que variam de 14 a 26 anos, que ainda não foram elucidados pela polícia.

Após o homicídio de Ana Lídia o governador Marconi Perillo (PSDB) determinou que a SSP-GO e a Delegacia Geral da Polícia Civil montassem uma força-tarefa para dar maior agilidade na explicação dos assassinatos contra mulheres em Goiânia. Cerca de 50 delegados e agentes do interior do Estado vieram para a capital para reforçar temporariamente as investigações de crimes na Grande Goiânia.

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Carlos Spindula

Saiam do seu caminho, tranquem-se em casa… outro “anjinho” solto nas ruas !!! CHEGA de impunidade e leis frouxas que soltam monstros !!!

Thais

Meu Deus “Que Pais e Esse ?!