Ponto eletrônico para médicos tem aval da prefeitura, diz autora do projeto

Proposta que tramita na Câmara Municipal quer maior controle do expediente cumprida em unidades de Saúde de Goiânia

Em meio à crise na Saúde em Goiânia e entrave entre a prefeitura e os médicos contratados, a Câmara Municipal pode aprovar projeto de lei que institui ponto eletrônico para os profissionais com o objetivo de um maior controle sobre a carga horária cumprida.

A proposta da vereadora Tatiana Lemos (PCdoB) foi aprovada em primeira votação pelo plenário. “A implementação dessa tecnologia já tem apoio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) porque é um gasto irrisório frente ao benefício que vai gerar”, defendeu.

Caso a matéria seja aprovada em segunda votação e sancionada pelo prefeito Iris Rezende (PMDB), as folhas de presença, que controlam horários e entrada e de saída, atualmente, darão lugar a máquinas que fazem a identificação do funcionário via crachá ou leitura biométrica.

“Hoje os médicos registram ponto apenas por assinatura. Com o ponto eletrônico, ficará registrado o horário de entrada e saída. Claro que, quem já cumpre com seu horário de serviço devidamente, não terá problema algum com isso. A medida é para aqueles profissionais que apenas assinam ponto e vão embora”, conta a autora da proposta.

Segundo ela, existem denúncias de médicos que sequer aparecem na unidade de saúde que deveriam prestar atendimento, mas tem seu ponto assinado por outra pessoa.

A falta de médicos também foi constada pelos vereadores da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades no âmbito da SMS. Em diligência na central de regulação da prefeitura na manhã da última quarta-feira (1/11), os membros do colegiado verificaram que apenas 4 dos 133 médicos lotados no departamento estavam trabalhando.

A reportagem tentou contato com a prefeitura e com a Secretaria Municipal de Saúde para um posicionamento sobre o projeto, mas não conseguiu até a publicação da matéria.

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