Ponte em Goiânia corre risco de desabar se não houver intervenção, diz laudo

Estudo realizado por engenheiros analisou seis elevados da capital e há falta de manutenção em todos 

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Fotos: divulgação

Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Goiás (Ibape-GO) analisou a situação de seis pontes na capital e concluiu que em todas elas há falta de manutenção pelo poder público.

Foram avaliadas as pontes da Avenida T-63 sobre o córrego Cascavel, no Jardim América, da Avenida Anhanguera com Marginal Botafogo, da Marginal Botafogo com a Avenida Universitária, da Avenida Fued José Sebba com a Marginal Botafogo, da Avenida 24 de Outubro sobre o córrego Cascavel e a ponte da Avenida Castelo Branco sobre o córrego Cascavel.

Dentre os elevados, o que está em pior situação é a da Avenida T-63, que passa sobre o córrego Cascavel.

De acordo com o engenheiro e presidente do Ibape-GO, Lamartine Moreira Júnior, a situação da ponte é crítica e se não houver manutenção no local, existe a possibilidade de acontecer sérios problemas, inclusive um possível desabamento.

“A água está lavando as base dos pilares de sustentação e está tirando parte da terra que fica abaixo do bloco de fundação. O que é extremamente perigoso”, explica.

Apesar do alerta, o engenheiro faz questão de ressaltar que não é possível precisar quando e se realmente haverá o desabamento. “O que estamos colocando é que merece sim uma atenção do poder público”, completou.

O estudo ainda aponta uma série de irregularidades no local — construído na década de 1990 — como: a necessidade de reparos na instalação elétrica, excesso de umidade nas proximidades de juntas e na laje, tampas quebradas no sistema de drenagem da pista próximo a ponte e trinca no sistema de contenção do talude (que garante estabilidade).

Casos

Outra ponte analisada, a da Avenida Anhanguera com a Marginal Botafogo, foi construída na década de 1980 e comporta um dos maiores fluxos de veículos da capital. Lá também foram detectados problemas decorrentes da falta de manutenção.

As instalações elétricas referente à iluminação estão precárias ou danificadas. Há acumulo de sujeira nos sistemas de drenagem, o que permite o transbordamento de água em sua pista de tráfego. Há infiltração nos arredores do pontos de drenagem do tabuleiro da ponte e fissuras em suas calçadas.

Na ponte da Marginal Botafogo com a Avenida Universitária a situação não é diferente. O guarda-corpo está com o revestimento descolando, trincas e armadura exposta. Ferragem exposta e com corrosão em pilares, e no tabuleiro da ponte. Calçadas com revestimento desprendido e depressões. Pichações em diversos pontos. Acúmulo de sujeira no sistema de drenagem e bocas de lobo obstruídas e sem tampa.

Além disso, a laje está com ferragem exposta, cobrimento insuficiente da armadura e corrosão em ferragem, na estrutura de concreto armado. O concreto foi parcialmente danificado pelo
impacto de veículos altos. (Veja foto ao lado).

Na ponte da Avenida Fuad José Sebba, construída na década de 1970, também há problemas de acúmulo de sujeira no sistema de drenagem e bocas de lobo sem tampas.

Além disso, há fissuras ao lado da junta de dilatação da cabeceira dois e o guarda corpo também possui trincas, desplacamento e ferragens expostas.

Na ponte da Avenida 24 de Outubro, que também é da década de 1970, foram detectados problemas como trincas e recalques na junta de dilatação, bocas de lobo totalmente obstruídas por lixo e com tampas quebradas, estrutura de guarda corpo comprometida pelo rompimento do concreto.

Além disso, todos os pilaretes dos guarda corpos estão em processo avançado de
degradação do concreto, a iluminação é totalmente deficiente e não existe sinalização vertical.

Na ponte da Avenida Castelo Branco que passa sobre o córrego Cascavel, foi identificada uma corrosão em estado avançado da tubulação de água potável que passa pela lateral da ponte, que não possui pintura protetiva. Há também uma infiltração, causando processo erosivo nos taludes das cabeceiras à jusante (veja foto)

O passeio da ponte também está totalmente danificado, não existe sinalização horizontal e há trincas e buracos no pavimento.

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