Policiais militares são fortes apostas para ocupar cadeiras na Câmara de Goiânia

Antes das convenções, entidades e categorias articulam para lançar suas candidaturas. População se mostra aberta a nomes ligados à Segurança Pública para por ordem na casa e dar fim à violência

,Foto: Divulgação / SSPAP

Policiais militares e associações que representam a categoria já articulam para encontrar candidatos que os representem na Câmara dos Vereadores de Goiânia nas eleições de 2020. De fato, inúmeros nomes ligados à Segurança Pública surgiram nos últimos anos na política com o apelo que é de grande sensibilidade para a população: o de reduzir a violência.

Nomes que pleiteiam uma pré-candidatura já começam a surgir no cenário goianiense, como do Cabo Thiago Henrique, Cabo Rodolfo Souza, o já vereador Sargento Novandir (Pode), Sargento Mario Augusto, o também eleito Cabo Senna (PRP), Sargento Mario Augusto, Tenente Cesar Salustiano.

Prévias

Os militares figuraram uma enquete de autoria do Cabo Thiago Henrique, na qual, o próprio autor da pesquisa e o Cabo Rodolfo Souza foram os que mais receberam votos diante da pergunta: “Quais candidatos militares você votaria para vereador na próxima eleição de 2020 em Goiânia?”

Foto: Reprodução/Strawpoll

“Eu penso que hoje a preocupação da sociedade além da educação, saúde e saneamento passou a figurar como prioridade a segurança pública, a criminalidade cresceu bastante e fez não só os policiais terem uma maior consciência política e uma maior participação mais também a população acreditar nos candidatos das forças de segurança pública”, afirmou o Cabo Thiago Henrique ao Jornal Opção.

Cabo Thiago Henrique / Foto: Divulgação

Para ele, “questões de corrupção descredenciaram os antigos políticos dando espaço aos novos, dentre eles os militares e as mulheres, que também ganharam grande espaço na política atual”. “Hoje, a prioridade da população é viver. Querem saúde e educação, mas do que adianta se não tiver segurança pública, ser assaltado com possibilidade de ser assassinado?”, argumenta. “Então, a necessidade da população junto com a consciência política dos militares fez com quem muitos entrassem no cenário político.”

Outro nome que chega forte para a disputa é o do Cabo Rodolfo Souza, que se colocou à disposição da entidade. “A intenção é fazer um mandato participativo, se for dada essa oportunidade. Inclusive, voltado para a Segurança Pública e com propostas reais, concretas, sem aquele barulho comum da política tradicional, mas com política de resultados, mostrando os caminhos que a prefeitura pode adotar para a melhoria da Segurança Pública”, comentou.

Como militares na ativa, a Constituição Federal, em seu artigo 142 parágrafo 3º proíbe de estarem filiados, mas as negociações já ocorrem por trás das cortinas. “As conversas com partidos para possíveis candidaturas já estão sendo feitas. Por sermos militares, só estamos livres para trabalharmos diretamente com partidos após o afastamento das funções no mês de julho, para participamos das convenções e, se aprovados, registramos candidatura aí sim seremos candidatos”, informou o Cabo Thiago Henrique.

Cabo Rodolpho Souza / Foto: Divulgaçã

No entanto, os laços com as siglas serão estreitados de acordo com as bandeiras.”Nossa intenção é estar próximo daqueles que defendem nossas mesmas causas, ideais. Goiânia pode ser uma cidade mais segura, ter uma educação de qualidade e o transporte coletivo prestado à população pode ser mais digno”, disse Rodolfo.

“A participação de um agente de segurança no processo político facilita na luta legislativa e na cobrança ao executivo por esses direitos. Uma das questões que me preocupo muito, e preocupa a todos os policiais, é a omissão do poder público, especialmente no municipal, que quer transferir para outras esferas a responsabilidade de Segurança Pública. É uma responsabilidade de todos. A Constituição atribui a todas as entidades federativas, município, estado, União. Todas tem a responsabilidade. Essa é minha visão, minha leitura. É o que a gente acredita e propaga”, defende.

Souza demonstra enfoque especial na Segurança relacionada à Educação. Por 10 anos no Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), o PM acredita também em evitar que a violência aconteça antes, por meio da educação. “A gente lida com Segurança Pública, combate a violência reprimindo crimes, mas também com ações preventivas, educativas. Levando à garotada a oportunidade de compreender, conhecer e não ser uma agente de violência.”

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