Dois agentes tiveram mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça após pedido do Ministério Público

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Foram presos na noite da última quinta-feira (30/11) os dois policiais militares do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) envolvidos na abordagem que resultou na morte do refém de um roubo de carro em Senador Canedo e também do suspeito desse crime no último dia sábado (25/11).

As prisões temporárias foram decretadas pelo Juiz Criminal da comarca de Senador Canedo, após representação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) e da Polícia Civil de Goiás (PC-GO).

A decisão também acolheu o pedido de afastamento das funções públicas dos quatro policiais militares envolvidos. Na abordagem, foi morto o auxiliar de produção Tiago Messias Ribeiro e o adolescente que teria roubado o seu veículo.

O prazo para a conclusão do Inquérito Policial é de 30 dias. Após a sua conclusão, o procedimento policial será encaminhado ao Ministério Publico.

O caso

Tiago Messias Ribeiro, de 31 anos, foi morto na noite do último sábado, enquanto era feito refém. Ele foi abordado pelo suspeito na chácara onde mora com a família, em Senador Canedo, sendo obrigado a entrar no carro e dirigir para o assaltante. O tiroteio ocorreu próximo a um posto de gasolina.

Em um primeiro momento, a polícia informou que os agentes haviam sido recebidos a tiros e, por isso, revidaram. Na segunda-feira (29), entretanto, imagens mostraram o homem sendo socorrido após ser baleado.

No vídeo, a vítima é retirada do carro e colocada no porta-malas do veículo da PM. Neste meio tempo, um outro policial entra no VW Gol pela porta do passageiro, se abaixa e faz vários disparos no para-brisas do veículo.

A suspeita é de que a polícia manipulou a cena do crime para parecer que os tiros foram dados em legítima defesa.