Policiais civis de Goiás são suspeitos de extorquir criptomoedas de empresário

Em boletim de ocorrência, turista diz que foi sequestrado e obrigado a transferir quase R$ 1 milhão em criptomoedas para os policiais

Um empresário, de 38 anos, denunciou três homens identificados como policiais civis por sequestro e extorsão de quase R$ 1 milhão em criptomoedas. O caso foi no último sábado, 5, no vilarejo de São Jorge, na cidade de Alto Paraíso, local que o homem passava férias. A vítima é natural de Minas Gerais, mas mora em Portugal, onde é dono de um cassino.

Segundo registro da ocorrência, entre os policiais que cometeram a extorsão, dois seriam do grupo conhecido como GT3 – agrupamento de elite da Polícia Civil. O terceiro homem seria um policial civil da cidade de Cristalina.

Segundo a vítima denunciou as autoridades, ele estava em uma viagem de lazer na região e foi alvo de uma falsa abordagem feita por três homens que portavam armas de grosso calibre. Eles mentiram se dizendo policiais federais, sequestraram o turista e o levaram até o hotel para ele fazer transferência de valores para as contas dos sequestradores. Ainda conforme o empresário, os homens possuíam informações sobre ele e suas contas bancárias. Na ocorrência, a vítima disse ter transferido 4 Bitcoin, com valor aproximado de R$ 1 milhão.

Ainda conforme o relato da vítima, para ser liberado, o grupo exigiu que ele enviasse mais recursos posteriormente e dissesse nomes de outras pessoas endinheiradas que também têm boas quantias de criptomoedas.

A prisão de um dos policiais civis foi efetuada por um delegado de Cristalina juntamente com militares da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Luziânia.

Em nota a Polícia Civil informou que o caso já foi informado a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE/GT3), que sua Gerência de Correições e Disciplina adota, desde as primeiras horas de domingo, 6, “todas as providências cabíveis, de acordo com a legislação, para investigar o caso”.

Ainda segundo a a assessoria de imprensa da corporação, a “gerência não se pronunciará neste momento para que as investigações não sofram intercursos mas, em momento oportuno, a sociedade será informada de mais detalhes do caso”.

De acordo com a Polícia Civil, os policiais serão recolhidos do Grupo Tático nesta segunda-feira, 7, e os “procedimentos serão lavrados e conduzidos até o total esclarecimento do caso.”

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