500 pessoas confirmaram presença no evento, marcado pelas redes sociais

A Polícia Militar realizou operação nas proximidades do Buriti Shopping, em Aparecida de Goiânia, no último domingo (2/10), para tentar impedir um “rolêzinho”. Cerca de 500 pessoas confirmaram presença na página do evento, marcado pelas redes sociais,.

A ação, realizada para garantir a segurança e tranquilidade dos clientes e lojistas, foi conduzida em parceria entre o estabelecimento e o Conselho Tutelar. A assessoria de imprensa do shopping informou que a intenção foi a de evitar aglomerações, recorrentes destes tipos de reuniões. “Esta ação integra o início dos trabalhos preventivos para as festas de final de ano”, disse o comunicado.

Cerca de 200 jovens chegaram até o centro comercial do shopping para o encontro. Os maiores de 18 anos foram liberados após a polícia verificar a documentação. Já os menores de idade foram mantidos dentro do estacionamento do shopping até a chegada de algum responsável. Dois menores foram apreendidos por porte de entorpecente e arma branca.

Algazarra

Os chamados “rolezinhos” tiveram início em 2013, principalmente em shoppings de São Paulo. Os encontros foram alvos de polêmicas após participantes promoverem algazarra e, em alguns casos, até pequenos furtos e atos de violência.

Em novembro do ano passado, o Buriti Shopping foi palco de confusão. A Justiça tentou impedir o “encontraço” de jovens, sempre organizados pelas redes sociais. Na época, alguns dos integrantes de um grupo na internet falaram em fazer um arrastão. Diante da informação, a administração convocou a Polícia Militar e cerca de 50 jovens foram abordados.

Proibição

Em fevereiro passado, a juíza Viviane Atallah, da Comarca de Aparecida de Goiânia, negou pedido do estabelecimento, que queria a proibição dos “rolezinhos”. A ação ajuizada pelo Buriti Participações e Empreendimentos Ltda foi extinta.

O shopping solicitava a presença de policiais militares nos dias em que os jovens fossem se encontrar. Seria impedida a entrada e permanência de menores no caso de estarem desacompanhados dos responsáveis. Embora tenha indeferido os pedidos, a magistrada ponderou que a administração do shopping tem legitimidade de combater “eventuais excessos” por parte de qualquer consumidor que esteja nas dependências do estabelecimento –– seja por meio de seus seguranças ou da solicitação de força policial.