Polícia prende último suspeito investigado na Operação Negociata

Além dos suspeitos presos, dois homens ligados ao Grupo Prive tiveram suas casas revistadas

Comboio com prefeitos e outros presos deixou Caldas no final da manhã | Foto: divulgação/MP-GO

Depois de prender o prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal (PP), e outros sete suspeitos na manhã desta quinta-feira (13/9) durante a deflagração da Operação Negociata, o nono suspeito, o empresário José Junior, se entregou na parte da tarde.

O trabalho, realizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Centro de Inteligência do Ministério Público de Goiás (MP-GO) com o apoio das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal e do Gaeco do MP-MG também cumpriu 32 mandados de busca e apreensão.

Dos nove suspeitos, um foi preso em Santa Vitória (MG), três em Goiânia e cinco em Caldas Novas, que já foram trazidos à capital. A operação também cumpriu mandados em Morrinhos, Itumbiara, Aruanã e Aparecida de Goiânia.

Além de Evandro Magal e José Junior, também foram presos o ex-secretário de Saúde de Caldas Novas, Luciano Filho, João Afonso Neto, o ex-presidente do Fundo de Previdência de Caldas Novas (CaldasPrev), Rosane Rodrigues Rosa, ex-pregoeira da prefeitura, Rony Lopes de Jesus, que trabalha na prefeitura cuidando das licitações, Yara Bandeira Azevedo e o diretor da Secretaria de Administração de Caldas Novas, Marcos Patrício Alencar. Em Santa Vitória, o suspeito foi identificado como Sandro Silva Guimarães.

Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão, estão um dos sócios do Grupo Prive, de Caldas Novas, Waldo Palmerston, e o vereador Saulo Inácio (PSDB), que também trabalha na empresa.

Em Goiânia, a polícia realizou diligências em duas lojas. A Nacional Materiais Elétricos, que funcionava apenas como empresa de fachada, e a Brasil Iluminação, na Avenida Castelo Branco, em Campinas.

Ao todo, dentre os objetos encontrados nas buscas, estão um revólver calibre 38, aproximadamente 120 mil dólares em espécie, moeda nacional em espécie, cheques e documentos. Os investigados foram encaminhados ao IML, onde passarão por exames e, posteriormente, encaminhados ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

A investigação apura fraudes em licitação, pagamentos de propina e lavagem de dinheiro envolvendo o poder Executivo de Caldas Novas e alguns empresários, que se beneficiavam com a atuação ilícita dos agentes públicos. 

À reportagem, o Grupo Prive encaminhou uma nota de posicionamento sobre o fato. No texto, o grupo afirma que não há qualquer vínculo do empresário e do grupo com negócios não lícitos. “O Grupo e o seu sócio estão à disposição da Justiça”, diz o comunicado.

De acordo com o MP-GO, uma coletiva de imprensa está marcada para a manhã desta sexta-feira (14).

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