Polícia prende integrantes da máfia dos concursos em Goiás e Brasília

Em Goiás é investigado o concurso para delegado de Polícia Civil

Hélio Ortiz: apontado, pela polícia, como rei da Máfia dos Concursos

A repórter Ana Maria Campos, do “Correio Braziliense”, relata que na segunda-feira, 30, a segunda etapa da Operação Panoptes, da Polícia Civil do Distrito Federal, prende oito pessoas (cinco prisões preventivas e três temporárias) e cumpre 15 mandados de busca e apreensão e oito de condução coercitiva. A polícia trabalha para desarticular a Máfia dos Concursos no Distrito Federal. Entre os presos estão Ricardo Silva do Nascimento e André Luís dos Santos Pereira (que foi preso em Goiânia).

A Polícia Civil informa que as pessoas que estão sendo presas mantêm ou mantiveram ligação com Hélio Ortiz, apontado como uma espécie de “rei” da Máfia dos Concursos. Ele está preso. “Várias seleções realizadas no DF, nos últimos cinco anos, estão sob suspeição, além de vestibulares de Medicina”, frisa o “Correio”. Segundo a reportagem do jornal, “os investigados são integrantes da organização criminosa que é liderada por Hélio Ortiz, velho conhecido no país pelo envolvimento em diversos tipos de fraudes para ganhar dinheiro por meio de vagas em concursos públicos. Entre os alvos das prisões preventivas desta segunda etapa, estão aliciadores de candidatos e um ex-funcionários do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe; trata-se de Ricardo Silva do Nascimento), o antigo Cespe, responsável pela realização de vários concursos. Ele foi demitido justamente porque surgiram indícios de que ajudou candidatos, em troca de pagamentos”. O funcionários, sustenta a polícia, “fazia a troca das folhas de resposta dentro do Cebraspe. Ele preenchia o documento com o gabarito correto e digitalizava as respostas para favorecer candidatos que compravam a aprovação”.

Em Goiás

Já a Polícia Civil de Goiás está deflagrando uma operação para investigar fraude no concurso para delegado. O Cebraspe promoveu a seleção. As duas pessoas da Panoptes são investigadas pela polícia goiana. “A operação da Polícia Civil de Goiás, conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Dercap) atinge 18 suspeitos em municípios de Goiás e dentro do DF. Um dos presos em Goiânia há havia sido detido recentemente na Operação Patrick, relacionada à fraude na pirâmide financeira da venda de moedas virtuais denominada Kriptacoin.” Ele levado para Brasília.

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