Na sexta-feira, 1°, completaram quatro meses do desaparecido do menino Pedro Lucas em Rio Verde. E, apesar do corpo dele não ter sido encontrado, nesta segunda-feira, 4, a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) concluiu o inquérito e indiciou o padrasto dele, José Domingos dos Santos, de 22 anos, que deve responder por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

O delegado responsável pelo caso, Adelson Candeo, esclareceu que mesmo não havendo a prova de homicídio, neste caso o corpo do garoto, “há fortes evidências do crime”.

Preso desde janeiro deste ano, o suspeito teria confessado o assassinato para colegas na prisão.

“O inquérito apura por último duas cartas recebidas dentro da CPP escritas pelos próprios detentos que denotam que o padrasto de Pedro Lucas tem dito no interior do prédio em detalhes de como praticou o crime”, detalhe Candeo. Segundo ele, os manuscritos foram entregues a direção da penitenciária.

O delegado reforçou ainda que as demais corrobora como evidências. São elas: demora para comunicar o desaparecimento da vítima, que, segundo ele, só o ocorreu por intervenção do Conselho Tutelar; mentira na comunicação dos fatos; e mudança na rotina da família, como Domingos indo buscar o irmão de Pedro Lucas, “função que era exclusiva do garoto”.

Além de inconsistências e contradições nos depoimentos; mensagens trocadas entre o suspeito e a sogra; e, mau relacionamento entre o padrasto e a criança.

Próxima fase

Agora, com o indiciamento, a PC-GO representou pela conversão da prisão temporária para preventiva para que o padrasto permaneça privado de liberdade, durante o tramite do processo no Judiciário, que pode definir se ele “vai a júri ou responder em liberdade”.

Concluso, o documento foi encaminhado nesta segunda ao Ministério Público de Goiás (MP-GO), responsável por oferecer ou não a denúncia à Justiça. Pedro Lucas sumiu em 1° de novembro de 2023.