Polícia indicia médica do Ingoh e ex-presidente do Ipasgo por fraude em tratamento de paciente com câncer

Investigação policial concluiu que houve prescrição e liberação fraudulenta de uma medicação inócua ao tratamento de câncer que antecipou a morte da vítima

Secretário na apresentação dos detalhes da operação | Foto: Luiz Phillipe Araújo/Jornal Opção

A Polícia Civil de Goiás, através do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECCOR), concluiu a investigação instaurada para a apuração da prescrição e aplicação de tratamento quimioterápico inadequado realizado no Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (Ingoh), relativa ao caso do paciente Alexandre Francisco de Abreu e decidiu pelo indiciamento de uma médica do Ingoh e de um ex-presidente do Ipasgo.

A polícia não divulgou os nomes dos indiciados, mas à época dos fatos, o presidente do Ipasgo era o médico Romeu Sussumu.

A investigação policial concluiu que houve prescrição e liberação fraudulenta de uma medicação inócua ao tratamento de câncer realizado na vítima naquela instituição privada, condutas que contribuíram para a antecipação da morte do paciente.

O Inquérito Policial foi remetido à justiça criminal, com o enquadramento dos investigados no crime de homicídio doloso qualificado, ante a utilização de recurso que tornou impossível a defesa da vítima.

A Operação Metástase da Polícia Civil apurou a existência de uma estrutura típica de organização criminosa, com a associação de indivíduos vinculados ao Ingoh, nas pessoas de seus sócios e outros profissionais, e antigos servidores da cúpula do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo), em nítida divisão de tarefas direcionadas à estruturação e consecução de um esquema grandioso e fraudulento de desvios milionários de recursos da instituição pública.

Outro Lado

NOTA OFICIAL DO INGOH SOBRE O INDICIAMENTO DA MÉDICA

O INGOH se solidariza com a família do paciente Alexandre Francisco de Abreu, que foi vítima de uma doença cruel. Assim como se solidariza com a médica do Instituto, que foi exposta de forma injustificável e midiática pelo delegado da Delegacia de Lavagem de Capitais. Reafirmamos nossa certeza de que a profissional em questão seguiu protocolos de mais alto nível ao prescrever o medicamento ao referido paciente, com o propósito de salvá-lo, AO CONTRÁRIO DA SUPOSIÇÃO DO DELEGADO.

Mesmo que a acusação não mencione o INGOH, temos clareza de que o indiciamento proposto foi isolado do contexto de um processo amplo, INICIADO E NÃO CONCLUÍDO PELO DELEGADO, com base em denúncias de concorrentes para atingir nossa instituição.

O INGOH ainda reforça que todos os assuntos referente à investigação, inclusive sobre o caso do paciente Alexandre Francisco de Abreu estão disponíveis no canal www.ingohesclarece.com.br, ou especificamente em (www.ingohesclarece.com.br/nota-sobre-o-caso-alexandre-de-abreu/), incluindo INFORMAÇÕES TÉCNICAS DESCONSIDERADAS PELO DELEGADO.

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