Polícia Federal faz buscas na sede do PT na Bahia

Ação investiga fraude em contratos com o Ministério das Cidades em esquema para  financiamento ilegal de campanhas políticas

A Polícia Federal investiga esquema de financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia, envolvendo empreiteiras e possíveis contratos ilegais envolvendo o Ministério das Cidades. Na manhã desta terça-feira (4/10), os agentes realizam buscas na sede do PT no Estado. O local foi isolado para evitar que fosse foco de manifestações.

A chamada de Operação Hidra de Lerna, cumpre ao todo 16 mandados de busca e apreensão autorizados pela ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Além do diretório do PT, estão entre os alvos da operação a construtora OAS, também investigada pela Lava Jato, e a empresa de comunicação Propeg. A casa do ex-ministro das Cidades Mario Negromonte (PP) também é alvo de buscas.

Em uma das linhas de investigação, a suspeita da PF é que os esquemas investigados realizassem triangulações com o objetivo de financiar ilegalmente campanhas eleitorais. Para isso, a empreiteira investigada “contratava de maneira fictícia empresas do ramo de comunicação, especializadas na realização de campanhas políticas, remunerando serviços prestados a partidos políticos e não à empresa do ramo de construção civil”.

Em outra direção a PF pretende investigar a ocorrência de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades. O nome da operação, Hidra de Lerna, faz referência à figura da mitologia grega, que, ao ter a cabeça cortada, ressurge com duas cabeças. A Operação Acrônimo, ao chegar a um dos líderes de uma Organização Criminosa, se deparou com uma investigação que se desdobra e exige a abertura de dois novos inquéritos.

Segundo a PF, “a operação, que deriva de três colaborações de investigados na Operação Acrônimo, já homologadas pela Justiça e em contínuo processo de validação pela Polícia Federal, tem como origem dois novos inquéritos em tramitação no STJ e cuja distribuição entre os ministros da corte ocorreu de forma automática”.

Em nota, o Ministério das Cidades afirmou nesta terça (4) que não recebeu qualquer notificação sobre a operação, mas afirma que está à disposição para colaborar com qualquer informação necessária, inclusive com a abertura de processos administrativos disciplinares, caso necessário.

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