Polícia Federal deflagra 8ª fase da Operação Acrônimo

Objetivo é colher evidências da existência de organização criminosa que pagava propina para obter benefícios junto a órgãos federais

A Polícia Federal (PF) deflagou mais uma fase da Operação Acrônimo, que investiga a existência de organização criminosa que pagava propina para obter benefícios junto a órgãos federais. Esta, que é a 8ª fase da operação, trata de casos no Ministério da Saúde e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes).

São, no total, dois inquéritos. O primeiro é sobre o benefício recebido por uma gráfica que pertence a um dos investigados, que teria pago propina para fraudar licitações do Ministério da Saúde. Já o segundo, que é sobre um caso semelhante, investiga o pagamento de vantagens indevidas, administrados por uma empreiteira brasileira, para conseguir financiamentos de projetos no exterior pelo Bndes.

Segundo a PF, são 20 mandados judiciais, incluindo 11 conduções coercitivas e nove mandados de busca e apreensão – todos expedidos pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal e cumpridas em quatro estados, São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais e no próprio Distrito Federal. Não foram divulgados os nomes dos envolvidos.

Esta é a segunda fase da Operação deflagrada na mesma semana. Na terça-feira (13), a PF conduziu coercitivamente o empresário Felipe Torres, ligado à Pimentel, e o empresário Sebastião Dutra. Ambos teriam atuado participado de esquema de propina para investimento em um restaurante no interior de São Paulo, do qual Pimentel e Torres seriam sócios. Sebastião é suspeito de emitir notas fiscais falsas tanto na campanha de Pimentel quanto nas obras do restaurante.

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