Polícia Federal apura venda ilegal de vacinas contra Covid-19, no Rio

Criminosos estariam comercializando o medicamento por R$ 50,00. Conforme relato divulgado nas redes sociais, fora o valor do falso medicamento, os criminosos cobram um valor adicional de R$ 10,00 pela aplicação do produto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal iniciaram uma investigação para apurar os relatos que dão conta da venda de supostas vacinas contra o coronavírus, em Madureira, Rio de Janeiro.

De acordo com os relatos, a suposta vacina estaria sendo comercializada pelo valor de R$ 50,00. Fora o valor do falso medicamento, os criminosos cobram um valor adicional de R$ 10,00 pela aplicação do produto.

Também há notícias de que o mesmo produto estaria circulando pelo comércio de Bangu, Zona Oeste, e em Alcântara, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.

O assunto viralisou na internet depois que um homem, identificado como Jones MFjay, postou uma foto onde aparece segurando o medicamento. O conteúdo é seguido do seguinte relato:

“Tirei e recoloquei meus óculos de leitura por 5x, pessoal! No meu país, Madureira, os camelôs já estão vendendo a vacina para combater a Covid-19. Um galo [R$ 50,00], e se quiser já sair com ela aplicada paga 60 merréis [R$ 60,00]”, diz o texto escrito por ele.

Conforme mostrado pelo jornal Extra, O produto é, portanto, de um laboratório diferente daquele que fez tratos com o Brasil. A vacina referente às pesquisas realizadas no Instituto Butantan, em São Paulo, é a CoronaVac, do laboratório Sinovac Biotech.

Ainda não há vacinas autorizadas no Brasil. O comércio de qualquer medicamento sem a autorização da Avisa sob a falsa promessa de cura constitui atividade criminosa.

Ainda de acordo com a reportagem, a agencia reguladora destacou que as vacinas que foram importadas até o momento estão com as instituições de pesquisa e somente os voluntários selecionados puderam ser vacinados. Ainda assim, diferente do que tem sido ventilado no mercado negro, a vacina da Sinopharm não tem pesquisa no Brasil e por isso não entrou no país.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.