Justiça decretou prisão do médium na manhã de sexta-feira, 14

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, a Polícia Civil faz buscas para prender o médium João de Deus, mas ele ainda não foi encontrado e não há prazo definido para que seja considerado foragido. Pedido de prisão preventiva foi acatado pela justiça na sexta-feira, 14, e, desde então, equipes procuram pelo médium em possíveis endereços.

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Na tarde de sexta, 14, a Polícia Civil de Goiás chegou a cancelar coletiva de imprensa com o delegado responsável pelo caso, André Fernandes, que daria mais informações, para concentrar as forças na procura por João de Deus. Para o jornal O Globo, o delegado disse que mais de 20 endereços, ligados ao médium, foram alvos da Polícia Civil em Abadiânia e outras cidades em Goiás.

Segundo informações, ainda não confirmadas, João de Deus se entregaria na Delegacia de Investigação Criminal (Deic) a qualquer momento. No entanto, o advogado havia dito que o médium não se apresentaria em delegacia e a defesa combinaria um local.

Em Abadiânia, João de Deus atendia pessoas do Brasil e do mundo, que buscavam cura para doenças diversas. Na Casa Dom Inácio de Loyola, na cidade, o médium realizava cirurgias espirituais e chegava a comercializar remédios para cura dos pacientes.

No dia 7 de dezembro, no entanto, vieram à tona relatos de mulheres que disseram terem sido abusadas sexualmente pelo médium. Até a sexta-feira, 14, o Ministério Público informava que já haviam sido registradas 330 denúncias de mulheres do Brasil e do mundo.