Polícia descarta crime de homofobia e youtuber irá responder por denunciação caluniosa

Karol Eller teria partido para cima do homem porque estava com ciúmes da namorada

Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

Após a divulgação de imagens de uma câmera de segurança que registrou a confusão que envolveu a youtuber Karol Eller, a namorada Suelen dos Santos, e um homem chamado Alexandre da Silva em uma praia da Barra da Tijuca, o caso sofreu uma reviravolta.

As gravações divulgadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo, mostram que Karol estava “visivelmente agitada”, e a polícia acredita que ela pode ter iniciado o confronto por ciúme da namorada. Segundo a delegada Adriana Belém, responsável pelas investigações, a hipótese de que o ataque tenha sido motivado por homofobia foi descartada.

De acordo com a polícia, a youtuber, amiga da família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mentiu em seu depoimento e responderá por denunciação caluniosa. “Nós não podemos admitir que você utilize a delegacia, a máquina administrativa do estado, e chegue aqui e minta”, disse a delegada ao jornal.

A princípio, no começo da discussão, ela teria levantado a camiseta para mostrar que não estava armada. Porém, ouvido hoje na delegacia, um funcionário do quiosque contou que ela estava “alterada” e mexia em uma arma – que seria da namorada Suelen, que é policial civil. Esta testemunha também disse à polícia que Alexandre pediu “calmamente” para Karol Eller parar de manusear a arma.

Agressões

Ela teria avançado contra ele, que estava na ciclovia. O “JN” relatou que, de acordo com os investigadores, a youtuber deu um soco e puxou o homem pela blusa, de modo que os dois caíram no chão. Após a troca de agressões contra Alexandre, Karol ainda teria dado diversos socos na própria namorada.

Em seguida, a youtuber teria tropeçado e batido com o rosto no chão, onde permaneceu inconsciente. A polícia investigará, agora, se as lesões no rosto dela podem ou não ter sido causadas pela queda. Entretanto, os advogados de Karol Eller negam que as agressões tenham sido mútuas e afirmam que as lesões sofridas por ela “falam por si”. (Com informações do UOL)

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