Polícia conclui inquérito sobre chacina em Porteirão

Os dois homens presos confessaram em depoimento que a intenção era roubar gado. Crime aconteceu na zona rural da cidade, em abril de 2014

Assassinos confessos: Barriga e Zé Preto (à esquerda) podem pegar pena de 60 anos | Foto: Divulgação/Polícia Civil

Assassinos confessos: Barriga e Zé Preto (à esquerda) podem pegar pena de 60 anos | Foto: Divulgação/Polícia Civil

Quase um ano depois da chacina que deixou três pessoas mortas na zona rural de Porteirão, a 295 quilômetros de Goiânia, a Polícia Civil de Bom Jesus, Região Sul de Goiás, concluiu o inquérito sobre o caso. O crime ocorreu em 25 de abril do ano passado.

Os corpos do casal Eudite Maria da Silva Martins, de 45 anos, José Silva Oliveira, 54, e do filho deles Wallison Martins Santos, 16, foram encontrados na propriedade. O único sobrevivente foi um bebê de 5 meses, que ficou entre os cadáveres. Os três foram vítimas de disparos de arma de fogo.

Dois suspeitos foram presos: Sinval Ferreira da Silva, 30, conhecido como Barriga, e Carlos Leandro Gomes Balbino, 29, vulgo Zé Preto. Os dois confessaram o crime, mas relataram que a intenção inicial era roubar gado.

De acordo com a polícia, Zé Preto conhecia o local e chamou Barriga, incumbido de conseguir compradores para os animais. Na época da chacina, a dupla morava em Castelândia. Conforme as investigações, os homens chegaram à fazenda de moto, às 6 horas.

Delegado da Regional de Itumbiara, Ricardo Chueire detalhou que um deles tentou distrair José Oliveira, responsável pela propriedade. Mas antes de entrar na casa, Eudite percebeu a ação e trancou a porta. No entanto, Barriga conseguiu abrir e rendeu a mulher e o filho dela, Wallison. José Oliveira reconheceu ambos os criminosos — pois um era seu conterrâneo e outro já havia sido seu vizinho de fazenda.

Os homens cumprem prisão temporária e a Polícia Civil vai pedir a prisão preventiva. Os dois responderão por latrocínio e, se condenados, podem pegar pena mínima de 60 anos cada um. Inicialmente, as apurações foram iniciadas na subdelegacia de polícia de Porteirão, sendo transferidas, posteriormente, à Delegacia de Bom Jesus, que responde àquele município.

Execuções

As investigações apontaram que, após a abordagem, os moradores ficaram reclusos na casa, na mira de uma espingarda calibre ponto 20, roubada do dono da fazenda.

No entanto, os assassinos confessos não contavam que o possível comprador dos gados iria desistir do negócio. Os criminosos ainda tentaram contato com outros receptores, mas sem sucesso. Com isso, eles resolveram assassinar as vítimas para que não ficassem testemunhas sobre a tentativa de roubo.

José Silva morreu com um tiro na nuca, disparado por Barriga, em um barracão próximo da seda da fazenda. Já Eudite e Walisson, mãe e filho, foram mortos por Zé Preto.

A arma usada nos crimes foi escondida em um matagal próximo, em uma estrada de chão próximo à BR-452.

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josé

Monstros. Burros. Antes preso por roubo do que por assassinato.