Polícia Civil prende oito suspeitos de estelionato em Goiânia

Associação criminosa fez vítimas em São Paulo e Minas Gerais vendendo caixa supostamente cheia de cédulas da moeda iraquiana

Polícia apresenta documentação apreendida com estelionatários | Foto: Polícia Civil

Polícia apresenta documentação apreendida com estelionatários | Foto: Polícia Civil

Nesta sexta-feira (26/8) a Polícia Civil de Goiás apresentou um grupo de estelionatários acusado de tentar o “golpe do dinar”, em referência à moeda oficial do Iraque. Os oito suspeitos foram presos enquanto tentavam vender uma caixa falsificada que estaria com US$ 25 milhões em cédulas iraquianas.

Investigadores do Grupo Antissequestro (GAS) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) efetuaram a prisão do grupo na noite da quarta-feira (24/8). Os detidos são José Antônio Romito, Fátima Chakib Assad, Daniel Ferreira de Andrade, Antônio Marcos Alves, Zhang Ruifeng, Bingfeng Guo, Wesley Ramos Duarte, e Kleber Rodrigues Novais.

De acordo com o delegado titular do GAS, Kleyton Manoel Dias, não há registro de que os estelionatários tenham aplicado o golpe em Goiás. Entretanto, eles já haviam vitimado inúmeros empresários em São Paulo e Minas Gerais.

O delegado explicou que o golpe foi descoberto no momento da apresentação dos documentos. “O denunciante, desconfiado da documentação, solicitou que a caixa fosse aberta para que um perito contratado por ele pudesse verificar a origem do conteúdo”, disse. “A partir daí, eles começaram a apresentar justificativas duvidosas. Disseram que a caixa, para ser aceita na Suíça, tinha de chegar intacta ao seu destino”.

Falsificação

Kleyton Manoel Dias afirmou ainda que os suspeitos aproveitaram-se de um fato verdadeiro, já que as caixas cheias de dinares existem. “Historicamente surgiram com a invasão do Iraque pelos Estados Unidos da América e a derrubada de Saddam Hussein do poder”, relatou o delegado ao informar que, a partir dessa informação, estelionatários no Brasil passaram a falsificar tais caixas.

O grupo que foi preso em Goiânia afirmava às vítimas que a caixa guardava o equivalente a US$ 25 milhões em seu interior e utilizavam vasta documentação falsificada para comprovar idoneidade pessoal. De acordo com a Polícia, laudos periciais forjados também eram apresentados ao propenso comprador como forma de comprovar a originalidade da caixa.

Os criminosos afirmavam, ainda, que o objeto teria de ser levado até a Suíça para que o comprador se tornasse, de fato, proprietário da caixa e tivesse a possibilidade de adquirir poços de petróleo no Iraque. (Com informações da Comunicação Setorial da SSPAP)

 

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