Polícia Civil prende homem acusado de estuprar filha surda-muda

Delegacia de de Alto Paraíso tem 10 dias para finalizar investigações.

Captura de imagem da apreensão realizada pela Polícia Civil | Foto: Polícia Civil

Por meio da Delegacia de Polícia (DP), a Polícia Civil de Alto Paraíso de Goiás cumpriu hoje, 02, um mandado de busca, apreensão e prisão preventiva de um homem de 44 anos acusado de estupro em continuidade contra sua filha surda-muda. A prisão ocorreu em São João D’Aliança, na região da Chapada dos Veadeiros, onde reside.

As investigações tiveram início após denúncia feita pela ex-companheira do autor, uma mulher de 38 anos, que desconfiava da existência do abuso do homem à filha deficiente do casal. A ex-companheira declarou à Polícia Civil que em outras ocasiões já havia encontrado papel higiênico com manchas de sangue ao lado da cama em que a vítima dormia.

A filha do autor, 22 anos, confirmou ter sido sexualmente abusada por parte do pai desde muito jovem. Além disso, afirmou que mesmo após ter saído de casa, estando atualmente grávida e casada, entrava em sua casa contra sua vontade e continuava a estuprá-la quando seu marido saía para o trabalho

Além do abuso sexual, o homem descumpriu medida protetiva conferida à ex-companheira. O autor também é acusado de se apropriar do cartão de benefícios da Previdência Social da filha e de realizar investidas sexuais contra sua enteada, de 13 anos de idade, o que concretiza tentativa de estupro de vulnerável.

Após a prisão preventiva, que aconteceu hoje, os policiais Delegacia de Alto Paraíso têm um prazo de 10 dias para finalizar as investigações. A delegada de Alto Paraíso, Bárbara Buttini, explica que quando finalizadas, o próximo passo será a análise dos autos realizada pelo Ministério Público (MP-GO), que pode ou não oferecer a denúncia. No caso da denúncia ser oferecida, ocorrerá uma audiência onde o autor será indiciado pelos crimes que foi acusado e receberá a sentença por parte do juiz.

Operação 1989

Comandada pela Polícia Civil de Alto Paraíso com apoio do Conselho Tutelar e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAD), a investigação faz parte da operação iniciada na última quinta-feira, 25, que averigua casos de abusos contra crianças e adolescentes. A operação foi batizada como 1989, por este ser o ano em que a Organização das Nações Unidas (ONU) promulgou a Declaração dos Direitos da Criança.

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