Polícia Civil conclui investigação e indicia cinco pessoas do esquema fura-fila da vacina em Rubiataba

A investigação apurou suposto crime de falsidade ideológica cometido no município para justificar a obtenção dos imunizantes

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia (DP) de Rubiataba, concluiu a investigação sobre o esquema dos “fura-fila” da vacina da Covid-19 na cidade. No dia 16 de abril último, foi deflagrada a Operação Falsa Modéstia. De acordo com o delegado, Gustavo Mendes Silva, responsável pelo inquérito, a investigação apurou suposto crime de falsidade ideológica cometido no município para justificar a obtenção dos imunizantes.

“Durante as investigações ficou apurado que cinco pessoas teriam supostamente apresentado declarações e documentos falsos à secretaria municipal de Saúde com o objetivo de obter e justificar o recebimento da primeira dose da vacina contra a Covid-19. Com o encerramento das investigações, os cinco envolvidos foram indiciados e inquérito policial encaminhado ao poder judiciário e segue para apreciação do Ministério Público. Caso condenados, a pena pode chegar a três anos de reclusão e multa”, explicou o delegado.

Ao longo do processo, foram ouvidas 16 pessoas – dentre investigados, testemunhas e funcionários da Secretaria Municipal de Saúde de Rubiataba – cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, apreendidos diversos documentos e objetos, além de efetuada a prisão em flagrante de outras duas pessoas.

A secretaria municipal de Saúde da cidade, a fim de fazer o levantamento das pessoas que se enquadrariam nas condições recomendadas pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 (PNI) para o recebimento da vacina, entrou em contato com consultórios, clínicas, farmácias e estabelecimentos congêneres, ocasião em que foram solicitadas informações acerca do número de pessoas que trabalhavam nos respectivos locais e que, em tese, teriam direito de serem vacinados.

De posse das informações, era enfatizado que o vínculo, sobretudo, em relação aos trabalhadores de apoio (recepcionistas, auxiliares, limpeza, segurança e etc), deveria ser comprovado mediante contracheque, contrato de trabalho ou documento equivalente. E, assim, a vacina era ministrada.

Contudo, a Polícia Civil apurou que, no momento da aplicação da vacina, nenhuma declaração foi solicitada, o que foi feito apenas depois, sendo que quando da apresentação da documentação que comprovasse o referido vínculo, surgiram suspeitas envolvendo tais declarações, haja vista que algumas das pessoas vacinadas declararam exercer funções que aparentemente não condiziam com a realidade.

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