Polícia Civil apresenta quadrilha que aplicava golpes milionários em Goiânia

Investigação da Deic desarticulou grupo que adquiria empresas em nome de “laranjas”; quadrilha ostentava dinheiro com compra de carros de luxo, lanchas e motocicletas

Quadrilha ficou em 2015 na Região Metropolitana de Goiânia | Foto: Jota Eurípedes

Quadrilha ficou em 2015 na Região Metropolitana de Goiânia | Foto: Jota Eurípedes

A Polícia Civil, apresentou nesta terça-feira (1º/11), uma quadrilha responsável por causa prejuízos milionários com aplicação de um golpe conhecido como “arara”.  O golpe consistia em adquirir empresas em nome de “laranjas”. Os estabelecimentos contraíam dívidas originárias das mais variadas negociações que nunca são quitadas.

Foram presos no Paraná e em Santa Catarina Robson Carlos Rabelo, Márcio de Almeida, Carla Militão Haag e Odair Pedro da Silva, que usavam nomes falsos durante os crimes. Wigna Oliveira da Silva e Nereide Pereira da Silva também faziam parte do esquema e estão foragidas. Odair Pedro da Silva já possui dezenas de processos por estelionato.

A delegada chefe do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Gref), Mayana Rezende, afirmou que as investigações mostraram que o grupo se instalou em uma mansão alugada na Região Metropolitana de Goiânia em setembro do ano passado.

“Eles adquiriram três empresas já em operação no mercado e abriram mais uma filial, no ramo de vidraçaria e de calçados”, contou. “Após realizarem a transferência para o nome de laranjas, aproveitavam do crédito que as empresas possuíam no mercado e começavam a realizar inúmeras compras, como carros, caminhão, motocicleta e lanchas”, disse a delegada.

O grupo ficou em Goiás por quatro meses e acumulou R$ 1 milhão em compras. Depois, fugiram levando todos os produtos obtidos de maneira criminosa. Em um dos casos, eles deram um cheque sem fundo a um dono de uma loja de calçados em Edealina, a 120 quilômetros de Goiânia, no valor de R$ 75 mil.

Em outra situação, compraram um caminhão de pequeno porte de um homem em Goiânia. O prejuízo foi de R$ 87 mil. “Ele é muito bom de conversa. Me convenceu por ter adquirido uma loja tradicional na região noroeste da Capital. Achei que era um homem confiável”, lamentou o senhor que não quis se identificar. (Com informações da Comunicação Setorial da SSPAP)

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