Policarpo diz que vereadores não podem transferir responsabilidade da prefeitura para Câmara

Após parlamentar sugerir que Câmara custeie pagamento de temporários com contratos suspensos, líder do prefeito esclareceu que juridicamente não existe essa possibilidade e vereadores reagiram à proposta

Foto: Reprodução / Alberto Maia

O imbróglio envolvendo a suspensão de contratos dos profissionais temporários da educação pela prefeitura da capital segue dominando o debate na Câmara Municipal de Goiânia. Na sessão desta quinta-feira, 7, o parlamentares voltaram a discutir a questão.

O vereador Juarez Lopes apresentou requerimento para autorizar a Mesa Diretora a realizar parceria com o Executivo, visando garantir aos temporários, que tiveram seus contratos suspensos, o recebimento de auxílio financeiro, custeado por recursos do duodécimo da Câmara.

No entanto, o líder do prefeito na Câmara, vereador Wellington Peixoto, esclareceu que os recursos disponibilizados pela Câmara não podem ser usados para o pagamento dos temporários. “Já conversei com o procurador sobre isso e não existe essa possibilidade”, explicou.

Disponibilizamos R$ 9 milhões para serem aplicados na saúde

O presidente da Casa, Romário Policarpo, também reagiu à proposta e disparou que vereadores não podem transferir as responsabilidades da prefeitura para Câmara. “Não vou aceitar isso! Já disponibilizamos R$ 9 milhões para serem aplicados na saúde”, argumentou.

Decano da Casa, Anselmo Pereira endossou a fala de Policarpo. “Já demos a nossa contribuição. Não podemos trazer para o Legislativo uma responsabilidade que é do Executivo”, disse. O vereador Carlin Café, por sua vez, defendeu uma interlocução com o Paço a fim de uma solução a respeito dos temporários.

As vereadoras Dra. Cristina e Sabrina Garcez também voltaram a criticar a suspensão dos contratos. “Vamos continuar pressionando”, destacou Sabrina, enquanto Cristina propôs a convocação do secretário de Finanças para explicar a decisão do Paço.

Durante a sessão, o vereador Denício Trindade apresentou emenda ao PL2020/58 visando prorrogar contratos dos servidores da Educação, mas a proposta foi rejeitada pelo Plenário.

Vale lembrar que na sessão plenária anterior, foi aprovado o pedido de diligência ao Decreto Legislativo nº 16/2020, das vereadoras Sabrina Garcêz, Priscilla Tejota e Tatiana Lemos que susta parte da decisão do prefeito Iris Rezende de suspender os contratos temporários de cerca de 3 mil servidores da área de Educação do Município.

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