Polarização Marconi e Iris reconfirmada

Futuro governador será definido em 2º turno. Marconi começa com vantagem

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O resultado das eleições deste ano para o governo de Goiás repetiu o cenário final do 1º turno das eleições de 2010. Pelo menos no que se refere à forte polarização entre o governador Marconi Perillo e Iris Rezende. Iris, porém, não conseguiu repetir o desempenho de 2010. Naquela eleição, ele teve 1 milhão e 99 mil votos, o que representou 36,38% dos votos válidos. Desta vez, ele ficou com 897 mil votos, com 28,39%. Marconi praticamente se manteve, com 46,33% em 2010 e 45,86% agora, mas ampliou seus eleitores: 1 milhão e 400 mil votos em 2010 e 1 milhão 450 mil em 2014. Esse é exatamente o patamar inicial da disputa no 2º turno. Marconi teve 553 mil votos a mais que Iris. Em 2010, essa diferença foi de 301 mil votos.

Agora, começam as articulações para conseguir o apoio dos candidatos que perderam a eleição, Vanderlan Cardoso e Antônio Gomide. Isso faz parte do jogo, mas historicamente não significa uma transferência imediata de votos. No Brasil, apenas Leonel Brizola (já falecido), em 1989, na disputa presidencial, conseguiu transferir seus votos no Rio de Janeiro para Luiz Inácio Lula da Silva, entre o 1º e o 2º turno.

Migração – Essas votações, especialmente a de Antônio Gomide, são vitais para a definição da eleição. Gomide foi um duro concorrente de Marconi em uma das principais bases do governador, a cidade de Anápolis, e foi ele, principalmente, o grande responsável pela realização de 2º turno este ano.

Como na eleição presidencial a disputa será entre PT, de Dilma Roussef, e PSDB, de Aécio Neves, no 2º turno, as negociações em Goiás terá que passar por esse cenário, levando em conta ainda a posição que Marina Silva, do PSB, irá adotar. O apoio de Vanderlan e Gomide podem não ser decisivos para Marconi ou Iris, mas servem para somar militância e volume de campanha.

A eleição no 2º turno será realizada no último domingo deste mês, dia 26. Será uma campanha relâmpago, e Iris precisará tirar a enorme diferença que Marconi conseguiu estabelecer no 1º turno, e anular qualquer avanço que o governador possa obter agora nesse confronto direto. Esse é o desafio.

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