PMDB se reúne segunda-feira para decidir sobre expulsão de dissidentes que apoiaram Marconi

Depois dessas eleições, quando vários peemedebistas deixaram de apoiar Iris Rezende para dar suporte ao seu maior adversário, o tucano Marconi Perillo, vários peemedebistas têm dito que a legenda precisa de uma reestruturação

Depois das eleições deste ano, quando o governador Marconi Perillo (PSDB) foi reeleito, o PMDB desapareceu da cena política. Iris Rezende fez um discurso após a divulgação dos resultados do segundo turno, no dia 26 de outubro, e até hoje a sigla não se pronunciou quanto às direções a serem tomadas internamente.

Depois dessas eleições, quando vários peemedebistas deixaram de apoiar Iris Rezende para dar suporte ao seu maior adversário, o tucano Marconi Perillo, vários peemedebistas têm dito que a legenda precisa de uma reestruturação. O deputado federal Sandro Mabel (PMDB), que esteve ao lado de Iris Rezende nessas eleições, disse ao Jornal Opção Online nesta sexta-feira (7/11) que na próxima segunda-feira o diretório estadual se reunirá para discutir questões internas. Informações de bastidores atestam que a reunião é para decidir se a legenda expulsará ou não os integrantes do PMDB que apoiaram Marconi.

E a lista é grande. Entre eles a ex-presidente do PMDB Jovem, Denise Castro, o primo de Valéria Perillo, o ex-deputado estadual Frederico Jayme (que apoiou o tucano também em 2010), Robledo Rezende, integrantes do PMDB de Formosa e Pirenópolis, os prefeitos de Santa Terezinha de Goiás, Tuverlândia, Niquelândia, Goiatuba, São Luiz do Norte, Mara Rosa, Vicentinópolis, São Patrício, Porteirão, Pontalina, entre outros dissidentes. O Jornal Opção Online tentou contato com o presidente do diretório estadual, o deputado estadual Samuel Belchior, mas o parlamentar está em viagem para os Estados Unidos.

O presidente do diretório do PMDB de Itapaci e integrante do Conselho de Ética estadual, Dorival Mocó, disse não saber se a reunião será especificamente sobre a expulsão ou não dos dissidentes da sigla. De acordo com ele, a executiva pode fazer a recomendação de expulsão, mas o pedido deve vir dos diretórios municipais (em caso de prefeitos e vereadores) e dos diretório estaduais (no caso de deputados).

Dorival, que já assessoria Iris de Araujo na Câmara Federal, garantiu que existem integrantes da legenda que são mais radicais e outros mais moderados — estes liderados por Daniel Vilela, de acordo com ele –, quanto às decisões de expulsar ou não políticos da legenda. “Mas eu posso dizer uma coisa: tem mais peemedebistas que querem a expulsão do que aqueles que pregam o perdão”, pontuou. Dori mesmo se diz terminantemente contra a permanência dos dissidentes dentro do PMDB.

Frederico Jayme, que está no PMDB desde o início (quando ainda era MDB), é um dos políticos que diz que a legenda precisa se “oxigenar”. “Nós precisamos fortalecer o partido, ter um diálogo aberto com todos e renovar a legenda”, pontuou. O empresário Júnior Friboi, que retirou a pré-candidatura em maio deste ano após divisão interna, também declarou apoio a Marconi Perillo no segundo turno dessas eleições. Após o pleito, Friboi disse ao Jornal Opção Online que já previa que a derrota do candidato Iris Rezende (PMDB) era iminente. “Com a oposição desunida, não tinha como ganhar do [governador reeleito] Marconi Perillo [PSDB]“. E completou: “É uma derrota da oposição, não só do PMDB ou do Iris Rezende. A derrota estava consagrada.”

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