PM recebe taxistas para propor medidas de segurança

Entre as propostas está a colocação de um representante da categoria no Centro Integrado de Comando e Controle para melhorar o atendimento às ocorrências 

Representantes dos taxistas em conversa com o Coronel Alves | Foto: Bruna Aidar

Representantes dos taxistas em conversa com o Coronel Alves | Foto: Bruna Aidar

Bruna Aidar

A Polícia Militar de Goiás realizou, nesta terça-feira (19), uma reunião com representantes da categoria dos taxistas de Goiânia para discutir medidas de segurança. O encontro ocorre depois da morte do taxista Cleiton Soares ,em Aparecida de Goiânia, na noite do último domingo (16).

Comandante do Policiamento de Capital (CPC), Coronel Alves recebeu os taxistas no Quartel de Ajudância Geral da Polícia Militar. Depois de ouvir as reivindicações e reclamações dos taxistas quanto aos problemas enfrentados por eles, Alves apontou algumas medidas imediatas da PM para melhorar a situação da categoria.

A conversa gerou propostas que devem ser colocadas em prática nos próximos dias. O Coronel ressaltou que a Polícia se disponibiliza em tomar as medidas cabíveis, mas defendeu uma atuação integrada da Polícia e dos taxistas. “A PM não vai fugir à sua responsabilidade, mas é preciso que a categoria se organize”, pontuou.

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O motorista Idaelson Morais julgou fundamentais as medidas definidas na reunião | Foto: Bruna Aidar

O motorista Idaelson Morais afirmou que a categoria está empenhada em colocar em prática as medidas propostas na reunião, considerada fundamentais para a segurança dos taxistas. Sobre os gastos que os próprios taxistas terão para fazer as adequações necessárias, disse: “Estamos dispostos desde que esteja dentro do nosso orçamento”.

Soluções

A primeira providência apontada por Alves foi a intensificação das abordagens a taxistas durante todos os períodos do dia. “Desde que assumi o CPC, em agosto do ano passado, vemos insistindo para que as abordagens sejam contínua e sistematicamente intensificadas”, afirmou Alves.

Os taxistas se queixaram de alguns pontos, como, por exemplo a burocracia enfrentada por eles para registrar boletins de ocorrência. Sobre o assunto, Alves mostrou aos profissionais um aplicativo desenvolvido pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) chamado I9X, que permite o registro de BOs pelo celular.

O I9X foi pensado para agilizar o serviço e melhorar a notificação dos casos de violência enfrentados pelos taxistas. Também para evitar a subnotificação, Alves propôs a criação de uma natureza específica de ocorrência, voltada somente aos motoristas.

Os taxistas informaram ainda que estiveram com o prefeito Paulo Garcia e que ele se comprometeu a sancionar um projeto que instala monitoramento por câmeras nos carros. O vereador Felisberto Tavares (PT) foi encarregado de redigir o projeto de lei.

Outra proposta é instalação de um dispositivo de LED nos carros que permita aos policiais identificar motoristas em situação de risco. Além disto, os veículos teriam GPS instalado, para facilitar a sua localização.

CICC

Coronel Alves apresentou diversas medidas para diminuir os casos de violência contra taxistas | Foto: Bruna Aidar

Coronel Alves apresentou diversas medidas para diminuir os casos de violência contra taxistas | Foto: Bruna Aidar

Alves reforçou a necessidade de os taxistas colocarem representantes da categoria ocupando a cadeira que lhes foi reservada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da capital. Assim, o atendimento às ocorrências dos motoristas seria realizado de forma mais rápida e efetiva.

Segundo os próprios taxistas, já há pessoas que poderiam ocupar o cargo no CICC, mas as associações e sindicatos dos motoristas de táxi precisariam se comprometer a arcar com os custos salariais. No total, seriam alocados seis profissionais.

O Presidente do Sinditáxi, Silone Pacheco, afirmou que a entidade já fez um orçamento inicial e que os seis profissionais cotados para exercer a função custariam 115 mil reais em um ano. Eles serão treinados pela SSP, que faria a qualificação em um treinamento intensivo de até 15 dias.

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