PM de Brasília prende artista que fazia apresentação nu em frente ao Museu Nacional

Dançarino Maikon Kempinski realizava uma performance artística quando foi abordado por policiais e detido por praticar ato obsceno

Reprodução/Facebook

O dançarino e performer paranaense Maikon Kempinski foi preso no final da tarde do último sábado (15/7), em Brasília, durante uma performance artística em frente ao Museu Nacional da República. Ele estava nu e pode ter que responder por praticar ato obsceno. As informações são do jornal “Correio Brasiliense”.

Conforme a publicação, a performance artística fazia parte da programação do evento Palco Giratório, mostra teatral promovida pelo Serviço Social do Comércio (Sesc).

Na performance batizada de “DNA de DAN”, Maikon fica dentro de uma bolha plástica e tem aplicado sobre o corpo nu uma substância que se resseca aos poucos e forma uma espécie de segunda pele. Para tentar não rompê-la, ele é obrigado a respirar cada vez menos.

A Polícia Militar do Distrito Federal teria recebido reclamações de populares que transitavam pelo local  no último sábado e se sentiram constrangidos com a performance inusitada. O homem foi abordado pelos agentes, e chegou a se recusar a vestir as roupas.

Segundo a corporação, o local estava repleto de crianças. Ele foi levado para a 5ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), onde precisou assinar um termo circunstanciado de ato obsceno.

No Facebook, Maikon deu a sua versão sobre o caso e explicou a didática da apresentação. Confira abaixo o relato do jovem artista na íntegra:

Eu quero agradecer de verdade a todo apoio que recebi aqui nessa rede social. Nunca esperei por isso. Apoio que veio de…

Posted by Maikon Kempinski on Sunday, July 16, 2017

5 respostas para “PM de Brasília prende artista que fazia apresentação nu em frente ao Museu Nacional”

  1. Sérgio Prado disse:

    Minha nossa que absurdo é esse? o cara está pelado? que país é esse? onde no planeta isso é permitido? só aqui no Brasil, que coisa ridícula! parabéns à Polícia Militar do Distrito Federal…

  2. Sérgio Prado disse:

    Art. 233 do Código Penal- Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público:
    Pena – detenção, de 3 meses a 1 ano, ou multa.
    – ato obsceno: é o ato revestido de sexualidade e que fere o sentimento médio de pudor – ex.: exposição de órgãos sexuais, dos seios, das nádegas, prática de ato libidinoso em local público, micção voltada para a via pública com exposição do pênis, “trottoir” feito por travestis nus ou seminus nas ruas etc.
    – lugar público: é o local acessível a número indefinido de pessoas – ex.: ruas, praças, parques etc.
    – lugar aberto ao público: é o local onde qualquer pessoa pode entrar, ainda que sujeita a condições, como pagamento de ingresso – ex.: teatro, cinema, estádio de futebol etc; não haverá o crime se as pessoas pagam o ingresso justamente para ver show de sexo explícito.
    – lugar exposto ao público: é um local privado, mas que pode ser visto por número indeterminado de pessoas que passem pelas proximidades – ex.: janela aberta, terraço, varanda, terreno baldio aberto, interior de automóvel etc.; se o agente só pode ser visto por vizinhos, Nélson Hungria entende não haver o crime.
    – entende-se não haver crime se o ato é praticado em local escuro ou afastado, que não pode ser normalmente visto pelas pessoas.
    – é autor indireto do crime, aquele que se utiliza de um inimputável para a prática do delito – ex.: homem que treina macaco para praticar o ato.
    – palavras e gestos obscenos: não caracteriza este crime, mas pode configurar “crime contra a honra” ou a contravenção penal de “importunação ofensiva ao pudor”.
    – sujeito passivo: a coletividade (diretamente) e a pessoa que presenciou o ato (eventualmente).
    – o tipo não exige que o agente tenha finalidade erótica; o fato pode ter sido praticado por vingança, por brincadeira, por aposta etc.
    – consumação: com a prática do ato, ainda que não seja presenciado por qualquer pessoa, mas desde que pudesse sê-lo, ou, ainda, quando o assistente não se sente ofendido.

  3. DRM disse:

    Segundo a PM, ele precisava de uma autorização do Delegado de Costumes para ficar nú, e esse papel de solicitar autorização não é da PM. Pior, foi tratado como bandido,isso é que dá Praça da PM achar que é otoridade.

  4. gabriel disse:

    lamentavel, imagina ter que pagar arrego a bandido de farda pra montar expo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.