PM abre inquérito para investigar agressão a jovem durante manifestação

Diante de imagens que circulam nas redes sociais, corporação admitiu violência contra manifestante em protesto, mas faz lista de ponderações

Foto: Luiz da Luz

A Polícia Militar do Estado de Goiás emitiu, no início da noite desta sexta-feira (28/4), nota em que informa que a corporação já determinou imediata abertura de inquérito para apurar a “clara agressão” sofrida pelo estudante Mateus Ferreira da Silva durante protesto na parte da manhã no Centro da capital goiana.

Na nota assinada pelo assessor de comunicação da PM, o comando da corporação alega “condenar veementemente todo e qualquer tipo agressão”, além de não compactuar “com atos que possam afrontar os princípios da ética, moral e legalidade”.

Durante o texto, entretanto, a PM faz algumas ponderações. Dentre elas, lembra que a manifestação, marcada por movimentos sindicais de todo o País, ocorria de forma pacífica até o início de “ações de vandalismos” de pessoas que teriam adotado “estratégia própria dos black blocs, utilizando máscaras e roupas para cobrirem o rosto e adotando acessórios que incluíram, dentre outros, escudos improvisados, gasolina, pneus e pedaços de madeira”.

O comunicado também cita danos ao patrimônio público e depredação de ônibus do transporte coletivo por parte dos manifestantes. Segundo informa a nota, durante o protesto, quatro policiais também ficaram feridos e tiveram que ser encaminhados ao Instituto Médico Legal para realização de exame de corpo de delito.

Mateus Ferreira da Silva está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). O jovem respira com a ajuda de aparelhos e o estado de saúde dele é considerado grave.

Confira abaixo a íntegra da nota da PMGO sobre o caso:

O Comando da PMGO condena veementemente todo e qualquer tipo agressão, praticada por policias militares no exercício de sua função, não compactuando com atos que possam afrontar os princípios da ética, moral e legalidade.

Diante das imagens que circulam em redes sociais, que mostram a clara agressão sofrida por Mateus Ferreira da Silva, quando da intervenção policial militar, o Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Divino Alves de Oliveira, determinou a imediata abertura de Inquérito Policial Militar pela Corregedoria-PMGO com o objetivo de individualizar condutas e apurar responsabilidades.

Presta ainda, à Polícia Militar, os seguintes esclarecimentos:

1. No período das 3h até às 14h de hoje (28/04), sexta-feira, executou o policiamento visando assegurar o livre direito à manifestação, que fora convocada por sindicatos e diversas categorias;

2. Vale ressaltar que, enquanto perduraram as legítimas manifestações, não houve registro de ocorrência;

3. Após isso, a manifestação, que até então transcorria de maneira pacífica e ordeira, cedeu lugar a ações de vandalismos, as quais, acobertadas pela falsa sensação de impunidade gerada pelo anonimato, adotaram estratégia própria dos black blocs, utilizando máscaras e roupas para cobrirem o rosto e adotando acessórios que incluíram, dentre outros, escudos improvisados, gasolina, pneus e pedaços de madeira.

4. Dessa forma, teve início uma série de atos de violência e depredação, como os que foram amplamente mostrados ao vivo por todas as emissoras de TV que cobriam a manifestação.

5. Diante desses atos, foi necessária reação por parte da Polícia Militar.
6. Além dos danos ao patrimônio público, caracterizados a partir da depredação de ônibus do transporte coletivo, incluindo a pichação da estátua do Bandeirante e a destruição de parte do Grande Hotel, considerados patrimônios históricos da Capital do Estado, houve dano ao patrimônio privado, uma vez que duas instituições financeiras tiveram suas vidraças destruídas por pedras que foram arremessadas.

7. Durante a manifestação, 04 Policiais Militares foram feridos e encaminhados ao IML e submetidos a exame de corpo de delito.

8. Afinal, a Polícia Militar do Estado de Goiás informa que, através da Assessoria de Comunicação da Corporação (PM/5), continua à disposição de todos.

Tenente Coronel Ricardo Alves Mendes
Assessor de Comunicação da Polícia Militar do Estado de Goiás

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NILO CESAR RIBEIRO BELEM

completamente despreparado para a função . Vamos ver o papel da corregedoria agora. Inquérito policial deve ser imparcial e rigoroso. Afastamento imediato deste “policial”