Deliberação foi colocada em pauta pelo presidente da Casa, Lissauer Vieira (PSD), pela segunda vez, após os deputados Henrique Arantes e Amauri Ribeiro pedirem o retorno das sessões presenciais, sem possibilidade de participações remotas

Após o vice-presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Henrique Arantes (MDB), e o deputado Amauri Ribeiro (UB) questionarem a realização das sessões híbridas, que estão regulamentadas no Regimento Interno da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e são convocadas por ato da Mesa Diretora, o Plenário da Casa decidiu, por 17 votos a oito, a manutenção das sessões híbridas.  

A deliberação foi colocada em pauta pelo presidente da Casa, Lissauer Vieira (PSD), e mantém o posicionamento da Casa, conforme foi aprovado pelo próprio plenário da Casa no último dia 3 de março e que acontecem desde abril de 2020. Os 25 deputados decidiram, então, votar pela continuidade das sessões neste formato, onde os parlamentares podem participar e votar as pautas durante a sessão.  

“Foi algo que foi estabelecido lá atrás [3 de março] e houve questionamentos sobre as sessões retornarem 100% presenciais, agora vamos colocar, novamente em deliberação para que a maioria da Casa decida se continuam as sessões neste formato ”, comentou o pessedista ao colocar o projeto novamente em votação.

Entre os parlamentares que foram favoráveis, estão o deputado Thiago Albernaz (MDB), Álvaro Guimarães (UB), Hélio de Sousa (PSDB) e Cláudio Meirelles (PL), que se manifestaram durante a sessão a favor da deliberação. “O Congresso Nacional continua de forma remota, o Supremo Tribunal Federal [STF], o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] estão de forma híbrida. Na Assembleia não tem porque ser diferente”, questiona o deputado liberal que votou a favor da manutenção das sessões neste formato.  

Entre os argumentos do parlamentar, ele cita que a Pandemia da Covid-19 ainda não acabou e exemplifica que “até mesmo o médico da Assembleia está usando máscara”. “Essa é a verdade, a Pandemia ainda não acabou temos um deputado que esta à beira da morte [Iso Moreira, do UB], por causa da Covid-19, mesmo com três vacinas. É uma situação complicada”, disse o liberal.  

De acordo com emedebista Thiago Albernaz, por fim às sessões híbridas é pôr fim ao trabalho benéfico e exitoso que tem sido feito pela Casa desde a Pandemia e que o eleitor analisa não somente a atuação na Casa, mas também avalia o comportamento do deputado virtualmente. “O compromisso do deputado não é feito somente com presença física”, argumenta.  

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Contrários 

Entre os sete parlamentares contrários está o vice-presidente da Casa e o próprio Amauri Ribeiro. Os parlamentares usaram o mesmo argumento da última sessão, “que é questionável”. O deputado Humberto Teófilo (Patriota), também encampou um posicionamento contra as sessões híbridas que, segundo ele, permitem que vários parlamentares digam que estão em sessão, mas que “não estão”. 

“O eleitor não está vendo, os trabalhos estão sendo prejudicados. Entendo que as sessões foram essenciais para o momento da pandemia, mas agora os deputados não estão aqui, estão nos interiores, aglomerados, com 30/40 pessoas. Fomos eleitos e o mínimo que deveríamos ter era o compromisso de estarmos três vezes por semana aqui”, comentou Amauri Ribeiro, que foi voto vencido durante a sessão.  

O vice-presidente da Casa também. Apesar de ter dito que não participaria das sessões híbridas durante a sessão, o político disse que vai participar das sessões que não puder participar presencialmente. “Vou participar de todas e vou pedir verificação de quórum em todas as votações”, acrescentou.