Plenário impõe derrota ao Paço ao rejeitar veto de Iris

Prefeito vetou cinco matérias aprovadas pelos vereadores e três dos vetos foram apreciados na manhã desta quinta-feira (16/2)

Prefeito Iris Rezende durante primeira sessão desta legislatura | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Ainda sem um escolhido para liderar sua base na Câmara Municipal, o prefeito Iris Rezende sofreu sua primeira derrota em plenário nesta quinta-feira (16/2) com a revogação de um dos cinco vetos encaminhado pelo executivo municipal.

Por 26 a zero, o plenário da Câmara rejeitou o veto ao projeto do vereador Anselmo Pereira (PSDB), que concede a permissão de uso de uma área de 2 mil metros quadrados pela igreja Templo Ejano do Amanhecer, no residencial Vale do Araguaia. Aprovado no ano passado, o projeto será publicado no Diário Oficial do Município.

“Não entendi o porquê desse veto. Trata-se de uma obra de cunho eminentemente social, voltado aos jovens, especialmente os viciados em drogas. Foi um equivoco do prefeito”, discursou o tucano.  Segundo o vereador, o Paço alegou que a permissão do uso de área municipal é uma iniciativa do Executivo e não da Câmara. “Ora, o projeto é legal e constitucional”, reafirmou.

Ao todo, seis vetos estavam na pauta da sessão desta quinta. Um deles, do ex-prefeito Paulo Garcia (PT), foi mantido por 23 votos a zero, ao projeto de autoria do ex-vereador Geovani Antonio (PSDB), que obriga a apresentação de atestado médico de aptidão física pelas academias de ginásticas.

Outro veto mantido, desta vez de autoria de Iris Rezende, diz respeito ao projeto do vereador Welligton Peixoto (PMDB) que dispõe sobre a política de atendimento dos direitos da criança e adolescentes em Goiânia.

Os outros três vetos não foram apreciados pelo plenário. Um deles, de autoria da vereadora Dra. Cristina Lopes (PSDB), teve a votação adiada após aprovação de pedido de vistas do vereador Oseias Varão (PSB).

A matéria altera as regras para demissão de membros do Conselho Municipal de Educação.  “Essa administração tem total desprezo por este Poder. Os vereadores são ignorados, especialmente da base de apoio do Paço. Somos desconsiderados pelo atual ocupante da Prefeitura. Esse veto é inconsistente, um equívoco”, disse a autora do projeto.

Os outros dois vetos não foram apreciados por esgotamento do tempo regimental da sessão.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.