Plataforma criada pela UFG permite monitorar covid-19 em Goiás

Ferramenta fornece informações sobre todo o Estado como extensão territorial, número de habitantes/densidade populacional e incidência de casos confirmados

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) desenvolveu a plataforma web Covid Goiás UFG. O sistema permite o monitoramento da pandemia de covid-19 no Estado de Goiás, em nível municipal. A solução busca atender tanto ao cidadão comum que quer acompanhar os números de casos confirmados, quanto aos agente públicos, em especial aos da área de saúde, que precisam de um leque mais amplo de informações para a tomada de decisões.

A ferramenta tem capacidade para fornecer informações sobre todo o Estado como extensão territorial, número de habitantes/densidade populacional e incidência de casos confirmados. Está em desenvolvimento uma área de serviços gerais, na qual o usuário pode acessar um menu de serviços para saber a localização de hospitais, farmácias e supermercados da região; pontos de vacinação e malha viária. A expectativa é aprofundar os detalhes à medida que as secretarias de Saúde dos municípios e do Estado repassem informações do Sistema Único de Saúde (SUS) ou de fontes locais aos grupo de pesquisadores.

Segundo o pesquisador do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig), professor do Instituto de Estudos Socioambientais (Iesa/UFG), Manuel Eduardo Ferreira, espacializar e setorizar a incidência do novo coronavírus permite que os analistas aprofundem o olhar sobre os impactos da pandemia. “É possível trazer informações sobre a fragilidade social de determinados grupos. De posse desses dados, um epidemiologista pode decidir quando e onde kits de testes para o covid-19 podem ser enviados”, exemplifica com uma dentre as muitas ações no campo da geografia da saúde.

Primeira versão

Uma primeira versão da plataforma já está pronta e pode ser acessada por meio do link https://covidgoias.ufg.br. “Como o coronavírus já está em Goiás há cerca de duas semanas e o Ministério da Saúde declarou que a transmissão já é comunitária, entendemos que devemos disponibilizar o aplicativo o quanto antes como uma forma de contribuir para o enfrentamento do problema”, pontua.

Com o tempo poderão ser incluídas outras camadas de informações, como deslocamentos da população, cenários de contaminação, mapas de aglomeração (avaliando o isolamento social), zonas de maior risco para alguns grupos (como idosos e vulneráveis em termos socioeconômico), dentre outros. Para isso, serão cruzados dados diários do SUS e secretarias de governo com mapas diversos (infraestrutura, atividade de indústria e comércio, unidades hospitalares, escolas, dentre outras categorias de dados).

Bolsistas

Até o momento não houve a necessidade de aportes financeiros. Os pesquisadores envolvidos com o aplicativo são professores que já fazem parte dos quadros da UFG e estão envolvidos tanto em trabalhos de pesquisa quanto de extensão universitária e bolsistas de projetos de pesquisa ou da pós-graduação, os quais são remunerados por meio dos projetos do Lapig. A equipe conta com desenvolvedores de plataformas web, geógrafos, cartógrafos da engenharia ambiental, estatísticos e profissionais de informática oriundos do Instituto de Estudos Socioambientais (Iesa), Instituto de Matemática e Estatística (IME), Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) e Escola de Engenharia Civil e Ambiental (Eeca).

A ferramenta está disponível na web, podendo ser visualizada em computadores e dispositivos móveis, sem a necessidade de uma instalação. “Ainda não é um app, porque esse desenvolvimento leva mais tempo e requer alguns custos. No entanto, pode ser acessada de computadores e smartphones. Nesse caso, a tela e os gráficos são redimensionados”, observa Manuel Ferreira.

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