Planos de saúde fazem acordo com MP para ajudar nas investigações

Ipasgo e Unimed Goiânia decidiram que vão compartilhar informações com o Ministério Público para auxiliar nos trabalhos da Operação SOS Samu

Foto: MP-GO

Presidentes do Ipasgo e Unimed Goiânia procuraram o Ministério Público goiano para fazer acordo de compartilhamento de informações | Foto: Danila Rezende/MP-GO

A Unimed Goiânia e o Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo), dois planos de saúde que atuam em cidades goianas, decidiram em reunião com o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) nesta sexta-feira (24/6) que vão ajudar nas investigações da Operação SOS Samu.

A SOS Samu foi deflagrada na terça-feira (21) e apura o pagamento de propina para servidores municipais, médicos e outros profissionais da saúde para direcionar pacientes atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da rede particular, inclusive com casos que envolvem rebaixamento da consciência da pessoa socorrida para agravar o quadro clínico do atendido e justificar a internação.

Ao procurador-geral de Justiça de Goiás, Lauro Machado Nogueira, os presidentes da Unimed Goiânia, Sizenando Campos Júnior, e do Ipasgo, Francisco Taveira Neto, se comprometeram a compartilhar informações com a Operação SOS Samu.

Ipasgo e Unimed Goiânia são responsáveis, juntos, por aproximadamente 80% dos serviços suplementares de saúde comprados em Goiânia, o que coloca os dois planos como os mais prejudicados pelo esquema de fraude constatado no Samu.

De acordo com o Ministério Público, Unimed Goiânia e Ipasgo são dois dos planos saúdes na capital que têm o maior número de segurados. Os presidentes das entidades que oferecem serviços médicos solicitaram ao Ministério Público o encontro para discutir o caso.

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Centro de Inteligência (CI) e do Centro de Apoio Operacional da Saúde do MP-GO participaram da reunião na sede do Ministério Público. Pelo Ipasgo, também estava o diretor de Assistência ao Servidor, Sebastião Morais. Do lado da Unimed, além do presidente, o advogado Luiz Rassi acompanhou a reunião.

Luís Guilherme Gimenes, coordenador do Gaeco, informou que em um dos depoimentos dados à Operação SOS Samu, uma pessoa afirmou que seria costumeiro entre as equipes que trabalham nas ambulâncias do Samu dizer que o paciente de UTI seria “um cheque em branco”.

O acordo entre MP-GO, Ipasgo e Unimed Goiânia tem a função de evitar novas fraudes, melhorar a regulação dos serviços de saúde e acabar com a prática de desvios de conduta que deram origem à Operação SOS Samu, informou o Ministério Público. O compartilhamento de informações e material que possa ajudar nas investigações realizada pelos promotores era o objetivo da reunião de hoje.

O procurador-geral Lauro Machado disse que o procedimento operacional e judicial para que esse compartilhamento de informações seja autorizado ficará a cargo do Ministério Público. (Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

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