Plano Safra: superintendente do Banco do Brasil explica novidades na concessão de crédito

Produtores que quitaram suas dívidas da safra passada, não precisam apresentar novo projeto para ter acesso ao crédito; em todo o país, o Banco do Brasil destinará R$ 135 bilhões para a safra de 2021/2022

Mais de R$ 27 bilhões do Plano Safra 2021/2022 já foram contratados neste ano, o que representa um aumento de 16% se considerado o mesmo período da safra anterior. Parte dessa ascensão se deve à redução de burocracias no processo de concessão do crédito. O Superintendente de Varejo do Banco do Brasil, Gustavo Henrique da Rosa, foi o convidado do episódio, desta quarta-feira (18), do podcast “Conversa Agro” e revelou algumas novidades no procedimento interno e da instituição financeira.

Aqueles produtores que quitaram suas dívidas da safra passada, terão um novo contrato baseado na operação anterior, sem precisar apresentar um novo projeto. Apenas visando a manutenção da atividade já realizada pelo produtor. “É uma forma de inovação e dar celeridade ao processo”, explicou Gustavo Henrique durante o quarto episódio do podscast produzido pela VFA Advocacia, escritório de advocacia especializado em Agronegócio. Os sócios, advogados Roberta Freitas e Luis Vorique, mediaram a conversa com o superintendente.

Em todo o país, o Banco do Brasil destinará R$ 135 bilhões para 2021/2022, 17% a mais que o volume aplicado na safra anterior. Ainda de acordo com o superintendente, quem já é cliente do banco tem mais facilidade no acesso ao recurso devido à rapidez na atualização do sistema e, em seguida, calcular o limite de crédito a ser liberado.

A sócia Roberta Freitas lembrou que para realizar qualquer tipo de financiamento, as obrigações ambientais devem estar regularizadas. Ela quis saber se existe uma avaliação prévia do Banco do Brasil, para fins de garantia, a respeito do uso de tecnologias e qualidade da produção antes da concessão do crédito. “Sim, tudo isso faz parte de um contexto de informações que o banco usa para conceder o recurso”, afirmou Gustavo.

O governo federal lançou o Plano Safra 2021/2022 com um total de R$ 251,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. Um número 6,3% maior do que o plano anterior. Os financiamentos começaram em julho e podem ser contratados até 30 de junho de 2022. “Mesmo que não seja suficiente para financiar toda atividade agrícola, o Plano Safra é o principal meio de financiamento público que existe no Brasil”, disse o advogado Luis Vorique, sócio da VFA Advocacia, ao questionar o superintendente sobre a possibilidade de esgotamento desse recurso.

No entanto, o superintendente garantiu que, caso sejam exauridos os recursos referentes ao Plano Safra, o Banco do Brasil vai recorrer ao seu caixa único para garantir a concessão de financiamento a todos os produtores, sejam agropecuaristas ou agricultores. “Posso garantir que dinheiro não vai faltar no Banco do Brasil”, afirmou Gustavo Henrique ao recomendar que os interessados procurem as agências da instituição.

Mais competitividade

De acordo com o governo federal, atualmente existem 12 instituições operando com recursos equalizáveis no atual Plano Safra. Além de Banco do Brasil, BNDES, Bancoob, Sicredi, Cresol, BRDE e Banrisul, que já operavam com esses recursos, outros cinco bancos entraram na lista: Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Credicoamo e CNH. O aumento do número de instituições atuando na concessão de crédito do Plano Safra 2021/2022 elevou a competitividade entre as entidades e proporcionou aos produtores rurais um cenário mais interessante para negociações.

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