“Estou lutando ferrenhamente para conseguir isso”, afirma secretária de Economia, Cristiane Schmidt

Secretária da Economia, Cristiane Schmidt, defende com veemência a adesão ao RRF | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A secretária de Economia, Cristiane Schmidt, reafirmou ao Jornal Opção que o caminho para a recuperação do Estado passa pelo Regime de Recuperação Fiscal (RRF). No entanto, a titular da Economia destaca que Goiás tem atuado fortemente pela aprovação do Plano de Estabilização Fiscal (PEF), apelidado de Plano Mansueto, na Câmara.

O interesse do Estado na aprovação do PEF decorre do fato de o projeto ter a possibilidade de contemplar modificações na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e nas regras para ingresso no Regime de Recuperação Fiscal, o que poderia flexibilizar o Art. 2 fazendo com que o IPO da Saneago pudesse ser validado como uma forma de privatização. Esse é o objetivo de Schmidt e do governador Ronaldo Caiado (DEM).

“Goiás quer entrar no RRF pois nele temos a suspensão de uma dívida que hoje está em 2,5 bilhões. É muito dinheiro nessa situação de crise financeira que Goiás atravessa. Temos também um déficit de orçamento de R$ 3,5 bilhões e outros R$ 3,5 bilhões de restos a pagar”, detalha Schmidt. “Devemos muito, não é brincadeira”, acrescenta.

De acordo com a secretária, o PEF não dá esse fôlego a Goiás. “Apenas o RRF suspende as dívidas, nos dá fôlego para pagarmos salários e fornece crédito para o ajuste das contas e restos a pagar. Enquanto isso, o PEF nos daria R$ 350 milhões, um valor que pagaria apenas nossa conta com a previdência. Ou seja, não é uma boa solução para Goiás”, diz.

“Se a gente não aderir ao RRF é porque o governo federal não deixou. Mas todos os nossos esforços e luta são para que isso seja possível. Por isso, tenho dialogado com o governo, com o relator do PEF, deputado Pedro Paulo, esse é o interesse de Goiás: flexibilizar o Art. 2 do RRF”, conclui Cristiane, ao ponderar que essa não é uma missão simples, já que outros estados também buscam defender seus interesses no projeto. “Estou lutando ferrenhamente para conseguir isso”, encerra Schmidt.