Plano Diretor: movimentos de bairros podem pedir adiamento de votação ao MP

Representante de bairro aponta que período para análise e manifestação popular sobre emendas é insuficiente

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A representante do Setor Jaó, Adriana Reis Dourado, presidente do 31º Conselho Comunitário de Segurança de Goiânia, falou ao Jornal Opção sobre a expectativa dos moradores em relação à votação do Plano Diretor na Comissão Mista, prevista para ser realizada na próxima quinta-feira, 24, às 8h.

“Já sabíamos que o projeto passaria pela Mista antes das eleições, e depois do pleito as emendas iriam a Plenário. Mas recebemos as emendas ontem à noite, e temos um período curtíssimo para analisar 700 páginas. Vamos correr contra o tempo e tentar ver se as emendas atendem aos nossos pedidos”, observa Adriana.

Os moradores do Jaó devem definir nesta terça-feira, 22, se aderem a um movimento que pretende ir ao Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), pedir para que todas as votações sejam realizadas após o processo eleitoral. “A Câmara atrasou a votação do Plano Diretor em três anos e agora quer correr com tudo”, avalia a representante de bairro.

Ela aponta ainda que algumas emendas como a que altera o quociente de adensamento prejudica não apenas setores tradicionais como Jaó, Marista e Setor Sul, mas toda a cidade. “O vereador Andrey apresentou uma emenda que mexe no índice de aproveitamento, que vai adensar Goiânia inteira. E depois ele anunciou que não será candidato à reeleição, nos deixando com o ‘pepino’”, diz Adriana.

Poucos bairros estão adensados como o Marista, enquanto outros não contam com incentivos para construção

Já a representante do Marista, Danielle Andrade, odontóloga que mora e trabalha no setor há mais de 15 anos, diz que a expectativa é de que os pleitos do bairro sejam atendidos. “Poucos bairros estão adensados como o Marista, enquanto outros não contam incentivos para construção”, aponta.

“Pedimos a proteção de quadras, polo gastronômico, boutiques, pista da Ricardo Paranhos. Enfim, queremos preservar o mínimo disso e democratizar o investimento em toda a cidade. Continuamos de olho e, até o momento, os vereadores têm demonstrando atenção e diálogo”, encerra.

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