Planalto afirma não ter tido ciência prévia sobre tentativa de invasão à embaixada da Venezuela

Nota do governo que ligava manifestantes a Guaidó foi alterada, retirando o nome do autoproclamado presidente

Foto: Reprodução

Após o registro de confronto em frente à embaixada da Venezuela em Brasília, o Governo Federal  publicou nota em que afirma que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não teve conhecimento prévio da tentativa de invasão por parte de manifestantes opositores de Maduro.

“O presidente da República jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da embaixada da Venezuela”, afirma a nota, que teve uma versão anterior em que classificava os manifestantes como “partidários do Sr. Juan Guaidó”.

Pouco tempo depois, Bolsonaro publicou em suas redes sociais: “Diante dos eventos ocorridos na embaixada da Venezuela, repudiamos a interferência de atores externos. Estamos tomando as medidas necessárias para resguardar a ordem pública e evitar atos de violência, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas”.

O episódio de confronto começou pela manhã, quando Tomás Silva, ministro-conselheiro e número dois da embaixadora María Teresa Belandria, representante de Guaidó, invadiu o prédio da embaixada em Brasília.

Apoiadores de Maduro de imediato classificaram o ato como invasão, já os aliados a Guaidó afirmam que funcionários da própria embaixada facilitaram o ingresso, sendo um reconhecimento da legitimidade de Guaidó como presidente autoproclamado.

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