Pif Paf não gerou ICMS suficiente para pagar créditos que recebeu, diz Humberto Aidar

CPI dos incentivos fiscais ouve presidente do conselho da Rio Branco Alimentos/Pif Paf, Luiz Carlos Mendes, na Assembleia Legislativa

Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

A Pif Paf Alimentos recebeu R$16,8 milhões em inventivos fiscais enquanto pagou R$ 15,6 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Estado de Goiás desde 2014, o que denota uma situação atípica na avaliação do deputado estadual Humberto Aidar, relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás que investiga os incentivos fiscais.

O deputado ainda informou durante a oitiva na tarde desta segunda-feira, 23, que na ocasião de implantação da empresa em Goiás, o Estado viabilizou a compra de terreno via crédito outorgado no valor de R$ 16,5 milhões. O montante do crédito foi vendido para a Celg, com deságio de 5%, para a compra de quatro terrenos de 1.5 mil hectares para a instalação da empresa.

“Em suma foram milhões, que não se trata de empréstimos. São recursos retirados dos cofres públicos para destinar a empresas privadas”, reforçou Humberto Aidar. “Quer dizer que a empresa não gerou ICMS suficiente para pagar esse crédito”, completou.

O presidente do conselho da Rio Branco Alimentos/Pif Paf, Luiz Carlos Mendes, disse durante a oitiva que a empresa a longo prazo vai empatar com os incentivos concedidos. “Incentivos são dados visando ao longo prazo. Instalamos em Goiás para a regionalização sanitária, nunca visamos incentivos”, rebateu.

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