PIB goiano recua, mas registra queda menor que a média nacional

Setor agropecuário segurou impacto negativo da recessão nas atividades da indústria e de serviços no estado. Expectativa do governo para 2017 é de cenário mais favorável

Foto: Segplan

Dados divulgados nesta quinta-feira (23/3) pelo Instituto Mauro Borges (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), apontam recuo no Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás de 2,7% em 2016, no comparativo com 2015. Apesar do resultado negativo, a Segplan ressalta que o número, menor que a média nacional, indica que o estado foi menos impactado pela crise.

A prévia da média brasileira, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou um recuo de 3,6%. Outros três estados também já divulgaram os dados. Quem apresentou a maior queda por o Espírito Santo, com 12,2%; a Bahia vem seguida, com recessão de -4,9%; e, por fim, São Paulo, com -3%.

Segundo o IMB, a estimativa preliminar aponta que o PIB de Goiás chegou a R$ 178,9 bilhões em 2016. Para 2017, diz a Segplan, a perspectiva é de um cenário mais favorável, com a alta nos preços das commodities, a recuperação da produção agrícola e industrial e o crescimento das exportações e geração de novos postos de trabalho.

Para a Segplan, a situação menos dramática de Goiás se deve à política de austeridade fiscal do governo estadual, à manutenção dos investimentos e as missões comerciais. O desempenho do setor agropecuário também influenciou no resultado, já que a atividade fechou o ano com crescimento de 0,6%. No quarto trimestre, a alta foi ainda maior, de 4,9%, enquanto, no cenário nacional, a agropecuária recuou 6,6%.

Apesar dos bons resultados da agropecuária no geral, os números positivos são da agricultura. A pecuária, na verdade, recuou 0,8%. Os setores industrial e de serviços também não foram bem, registrando queda de, respectivamente, 3,7% e 2,4%. A secretaria, no entanto, ressalta que o IBGE deu sinais de que tanto a indústria quanto o setor de serviços mostraram sinais de recuperação em 2017.

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