A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira, 29, uma operação com o objetivo de investigar uma associação criminosa relacionada ao crime de imigração ilegal para o Estados Unidos. Um homem foi preso em Goiás suspeito de ser o chamado “coiote” – figura responsável por operar a travessia ilegal. Segundo a PF, ele teria sido o responsável pela travessia que deu errado e levou à morte um casal de São Paulo.

Batizada de Operação Borderless, a ação, realizada pela PF de Ribeirão Preto, cumpriu seis mandados de busca e apreensão nos Estados de Minas Gerais e Pará, e um mandado de prisão preventiva, em Goiás.

Segundo o órgão, um casal de Ribeirão Preto contratou os serviços do “coiote” para fazer a travessia e entrar irregularmente no Estados Unidos através do México. Porém, no momento da travessia, que aconteceu no dia 12 de março de 2021, por via marítima entre Tijuana (México) com destino a San Diego na Califórnia (EUA), o barco naufragou.

Os corpos do casal nunca foram encontrados, “de forma a presumir o óbito dos brasileiros”.

Arma ilegal apreendida durante a operação | Foto: PF

A investigação, ainda de acordo com a PF, permitiu identificar o “coiote” brasileiro contratado para operacionalizar a travessia, bem como outros investigados que atuam como “laranjas” para guardar dinheiro do esquema em suas contas bancárias, além de promover a lavagem de dinheiro no Brasil.

A Polícia Federal destacou que as condutas de associação criminosa e promoção de imigração Ilegal têm penas que podem atingir oito anos de prisão.

Uma vez que o nome do preso não foi divulgado, o Jornal Opção não conseguiu localizar sua defesa. O espaço permanece aberto.

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