Pesquisa diz que Goiânia está entre as capitais que menos investiram em educação

Já Anápolis e Aparecida de Goiânia mostraram aumento no investimento da pasta. Porém, relatório traz Centro-Oeste liderando na queda entre outras regiões do País

Foto: reprodução

Indo na contramão do mundo, as três capitais da região Centro-Oeste reduziram o investimento em educação em 2017. Os dados do relatório do Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil – mostram que, juntos, todos os municípios da região investiram cerca de R$ 9,7 bilhões na área, valor 0,9% menor do que o registrado em 2016.

No Centro-Oeste, a cidade de Campo Grande (MS) foi a que mais reduziu seus gastos, foram R$ 750,3 milhões em 2017, contra os R$ 853,2 milhões registrado em 2016, queda de mais de 12%. Em seguida vem Cuiabá, MT, registrando queda de 3,6%. Goiânia, GO, foi a que registrou a menor queda, mesmo assim, reduziu em cerca de 0,9% os gastos com educação.

Em sua 14ª edição, o relatório utiliza como base números da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No relatório é apresentada uma análise do comportamento dos principais itens da receita e despesa municipal, como ISS, IPTU, ICMS, FPM, despesas com pessoal, investimento, dívida, saúde, educação e outros.

Já entre as cidades do Centro-Oeste que mais investiram em educação estão os municípios de Várzea Grande, no Mato Grosso, onde a alta foi de 14,9%; em Anápolis foram investidos 9% a mais na pasta; a administração de Dourados, em Mato Grosso do Sul, aumentou em 6,5% os gastos com educação; e em Aparecida de Goiânia o incremento foi de 5,5% no período analisado.

Segundo o relatório, as despesas com o custeio das prefeituras analisadas teve significativa queda, chegando ao patamar de 2012. Rio de Janeiro (R$ -838,3 milhões), Florianópolis (R$ -222,9 milhões) e Goiânia (R$ -187, 1 milhões) foram as cidades brasileiras que mais reduziram esse tipo de despesa que, na metodologia do Multi Cidades, correspondem a todos os gastos correntes, exceto pessoal, pagamentos de juros e encargos da dívida e operações entre órgãos. Incluem, portanto, os serviços de terceiros, material de consumo e diversas transferências correntes. Os aumentos mais expressivos entre as capitais ocorreram em São Paulo (R$ 1,02 bilhão ou 4,1%), Belo Horizonte (R$ 383,3 milhões), Curitiba (R$ 239,7 milhões) e Fortaleza (R$ 233,7 milhões).

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