Pesquisa Datafolha aponta que 4 entre 10 brasileiros não conseguem citar uma medida positiva de Bolsonaro

Dentre os entrevistados, 39% disseram que o presidente não fez nada de melhor até o momento

Foto: Reprodução

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, entre os dias 4 e 5 de julho, revelou que quatro entre dez brasileiros acredita que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não fez nada de positivo, ou que mereça destaque, em seus seis meses de governo.

Os entrevistados não tiveram opções e foram incitados a responderem livremente sobre o que Bolsonaro teria feito de melhor até então, 39% responderam que “nada”.  Em relação às mulheres e às pessoas que concluíram apenas o ensino fundamental, esse percentual subiu para 45%. Já entre negros, esse número vai para 46%, e 47% em moradores da região Nordeste. Entre adeptos de religiões de matrizes africanas o percentual foi de 52%, e 76% entre quem avalia o governo como ruim ou péssimo.

Entre os entrevistados que afirmaram ter votado em Bolsonaro no segundo turno, 17% afirmaram que não têm nada de positivo para destacar. 8% consideram que houve avanços na segurança, 7% destacaram a reforma da Previdência, 4% mencionaram o combate à corrupção, e 4% citaram os decretos de flexibilização da posse e porte de armas. Apenas 1% dos entrevistados mencionou o fim do horário de verão.

Já quando questionados o contrário, sobre o que o presidente teria feito de pior, 18% dos entrevistados disseram que nada. O número sobe para 22% em relação aos evangélicos, 24% para moradores da região Sul, e 25% entre amarelos ou pessoas com 60 anos de idade ou mais. O número aumenta para 36% entre aqueles que avaliam o atual governo como bom ou ótimo.

A iniciativa pior avaliada entre os entrevistados foram os decretos de armas, com 21%. Entre os negros o número subiu para 25%, 27% para quem avalia o governo como ruim ou péssimo, e 28% entre os espíritas.

A seguir, na lista das piores medidas vem a Reforma da Previdência, com 12%, a imagem pública, com 9%, os cortes de verbas na educação, com 3%, e racismo ou homofobia e aumento do desemprego, com 1%.

A pesquisa ouviu 2.086 pessoas com mais de 16 anos em 130 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança, 95%.

Avaliação

De acordo com A Folha de São Paulo, esta pesquisa indicou que, após seis meses do governo de Jair Bolsonaro, houve a consolidação de uma divisão política do Brasil em três partes. Sendo que para 33% da população o presidente faz um trabalho bom ou ótimo, 31% acham que é regular, e 33% afirmam ser ruim ou péssimo.

Os números mostram, portanto, de acordo com o jornal, que Bolsonaro mantem-se como o presidente em primeiro mandato com a pior avaliação até o momento, desde o ex-presidente Fernando Collor de Melo, em 1990.

 

 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.