Pesquisa da Fiocruz produz resultados positivos contra Covid-19 com antiviral para tratar hepatite C

Daclastavir apresenta bons resultados em pesquisa preliminar de combate ao coronavírus

Daclastavir é nova possibilidade de tratamento contra coronavírus | Foto: Reproduçaõ

Desde o início da pandemia de Covid-19, diversos grupos de pesquisa têm estudado os melhores tratamentos e possibilidades de reduzir a gravidade dos efeitos do novo coronavírus no corpo humano. Tratamentos com plasma de curados, dexametasona, além de outros corticoides, e, agora, o antiviral daclastavir também apresentou bons resultados contra a doença que já infectou mais de 9,6 milhões de pessoas no mundo e matou quase 500 mil.


Importante ressaltar que nenhum desses medicamentos representa o fim da doença ou a cura definitiva para todos os casos, mas possibilidades de melhora em pacientes que apresentam maior gravidade. Com isso, quem sabe uma redução nos números de mortes. O estudo com o daclastavir é liderado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que investiga medicamentos usados para tratar hepatite C.


Experimentos in vitro com três linhagens de células, inclusive pulmonares humanas, demonstraram que o antiviral impediu a produção de partículas virais do novo coronavírus responsáveis pela infecção. O declastavir se mostrou 1,1 a 4 vezes mais eficiente que outros medicamentos testados contra a Covid-19, como a cloroquina, a combinação de lopinavir, ritonavir e ribavirina e também o atazanavir.

Os estudos foram publicados no site de pré-print bioRxiv e já podem ser acessados pela comunidade científica internacional. Entretanto, os estudos são preliminares e requerem maior aprofundamento.


A pesquisa é liderada por Thiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), em parceria com cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e dos Laboratórios de Imunofarmacologia e de Pesquisa sobre o Timo do IOC. Também colaboraram o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Universidade Iguaçu (Unig), Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Inovação de Doenças de Populações Negligenciadas (INCT-IDPN) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neuroimunomodulação (INCT-NIM).

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