Pesquisa aponta que eleitor brasileiro é predominantemente conservador

Questionados sobre assuntos polêmicos, brasileiros tomam posicionamento mais à direita e defendem plebiscitos para resolver situações importantes da sociedade

O brasileiro adota uma postura mais conservadora para tomar decisões sobre assuntos como a legalização do aborto (69% contrários, contra 29% a favor), liberação do uso de drogas (75% contrários, contra 22% a favor), a pena de morte (53% contrários e 43% a favor) e o porte de armas, que é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), é rejeitado por 62% dos brasileiros. Apenas 36% são favoráveis. O perfil foi revelado por meio de pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), encomendada pela XP Investimentos e divulgada nesta sexta-feira, 25.

O levantamento aponta também que há grande expectativa dos brasileiros em relação a realização de plebiscitos a respeito de temas socialmente controversos, a exemplo de armas e aborto. De acordo com a pesquisa, 63% dos brasileiros defendem plebiscitos para tratar sobre a redução da maioridade penal para 16 anos (35% são favoráveis); 53% defendem o mecanismo para avaliar a pena de morte (44% contra e 51% são favoráveis). A defesa da consulta popular antes de uma lei ser constituída também envolve a legalização do aborto, que conta com 49% favoráveis e 47% contrários. O único caso de plebiscito rechaçado pelo brasileiro é o da liberação do uso de drogas – 56% estão contra a realização de plebiscito sobre esse assunto e 42% são favoráveis.  

A pesquisa ainda aponta uma ligeira oscilação positiva, dentro do margem de erro, quanto ao apoio ao presidente Jair Bolsonaro. O presidente tem 25% de brasileiros que avaliam o mandato dele como ótimo ou bom – antes estava com 24%. Por outro lado, o número dos que avaliaram o governo como ruim ou péssimo recuou para 53%, variação na mesma proporção da aprovação, um ponto percentual, em relação a última pesquisa. Já a aprovação ou desaprovação do governo não mudou na comparação entre os levantamentos. Em ambas, 31% aprovam. Quanto à desaprovação, houve queda de um ponto, recuou de 64% para 63% nesta última pesquisa.  A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

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