Pelo menos 60 detidos morreram após rebelião em presídio do Amazonas

Provável briga de facções no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) resultou no maior massacre em prisões brasileiras desde o Carandiru

Pelo menos 60 pessoas morreram nesta segunda-feira (2º/1) em uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), o maior do Estado do Amazonas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, pelo menos seis pessoas foram decapitadas. O motim, que já é o maior massacre em prisões brasileiras desde o Carandiru, em São Paulo, teve início na tarde de domingo (1º) e terminou nesta segunda, após 17 horas.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, as forças de segurança do estado optaram por não entrar no local porque não havia como prever as consequências e que elas, sozinhas, não têm capacidade de controlar uma situação dessa magnitude.

As informações preliminares são de que não há agentes prisionais entre as vítimas. 12 agentes prisionais eram mantidos reféns, mas foram liberados na manhã desta segunda sem ferimentos.

Até agora, o motivo apontado pela polícia para a rebelião é uma briga das facções Família do Norte e Primeiro Comando da Capital (PCC), que não teriam feito nenhuma exigência, ou seja, a probabilidade é de que seja uma guerra interna. O presídio, no entanto, tem problema de superlotação, com déficit de vagas.

Este não foi o único problema em unidades prisionais no Amazonas. Na tarde de domingo, 87 presos fugiram do Instituto Penal Antônio Trindade. A área foi isolada e as vias de acesso têm barreiras policiais para conseguir capturar os fugitivos. De acordo com Fontes, pode ser que essas fugas tenham servido para acobertar a situação no Compaj. Ainda não há informações sobre quantos fugiram do Compaj.

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