Pela primeira vez na história, governo apresenta Orçamento com déficit

Vice-presidente Michel Temer anunciou nesta segunda-feira que a previsão para o próximo ano é que os gastos da União sejam maiores que a arrecadação

| Foto: Anderson Riedel

Para Temer, medida mostra que não há “maquiagem nas contas” | Foto: Anderson Riedel

O governo deve entregar nesta segunda-feira (31/8), o Orçamento da União para o próximo ano. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) informou que, pela primeira vez na história, ele será apresentado com déficit, ou seja, com previsão de gastos maiores que a arrecadação. Segundo Temer, a medida mostra que “não há maquiagem nas contas”. A proposta será entregue pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, ao presidente do Congresso, Renan Calheiros.

Uma das medidas apresentadas pelo governo para tentar resolver o problema foi a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF). Diante da reação negativa ao retorno do imposto bancário, o Planalto decidiu apresentar o orçamento com saldo deficitário.

A reação no mercado foi negativa ao anúncio e o dólar chegou a R$ 3,68 durante a manhã desta segunda-feira, maior valor desde 2002. Temer ressaltou ainda que não há previsão de aumento tributário. “Não vamos pensar em uma carga tributária mais elevada”, garantiu ele. O vice-presidente aproveitou para dizer que há outras medidas que podem ser tomadas para conter as despesas do governo.

Quem também se manifestou sobre o anúncio do governo foi o relator do processo que analisa irregularidades nas contas do governo, as chamadas “pedaladas fiscais”. Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes disse que o orçamento com déficit é “positivo”. “Temos que mostrar a realidade. Nós não podemos continuar pedalando”, acrescentou ele.

 

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