Ainda sem data, equipe de Iris Rezende define local da largada eleitoral

*Colaborou Ketllyn Fernandes

Ao menos dez encontros regionais já estariam planejados. QG irista estava movimentado nesta terça-feira, e a reportagem acompanhou parte da rotina. Em entrevista, Wagner Guimarães disse que todos os políticos cometem erros em suas gestões

O candidato do PMDB ao governo de Goiás, Iris Rezende, já tem local definido para iniciar a campanha, embora ainda sem data marcada. O primeiro encontro oposicionista e pontapé eleitoral ocorrerá em Aparecida de Goiânia, cidade com mais de 250 mil eleitores, o que torna o município o terceiro maior colégio eleitoral goiano. Fontes iristas afirmaram à reportagem que os organizadores da campanha já marcaram dez encontros em regiões diferentes de Goiás. O segundo ato será em Iporá, cidade que atualmente é governada pelo tucano Danilo Gleic.

A reportagem do Jornal Opção Online visitou o escritório político de Iris Rezende nesta quinta-feira (10/7) para sentir o clima da campanha. Como de costume, desde quando o líder peemedebista afirmava que não pretendia se candidatar, o QG estava movimentado pela manhã com lideranças, militantes e alguns políticos da coligação. Dentre os presentes estava o ex-deputado Wagner Guimarães (PMDB). Em entrevista, o peemedebista da velha-guarda do partido disse que, em relação aos atuais candidatos ao governo, não existe um “que seja melhor ou pior”.

Para Wagner Guimarães, todos os políticos cometem erros nas gestões ou mesmo nos processos eleitorais. “Marconi Perillo (PSDB) e Iris já erraram e já cometeram pecados em suas gestões. Mas em contrapartida Iris tem mais experiência, é um político consolidado que entende o que o eleitor quer”, acentuou.

“Todos são seres humanos iguais, a diferença está na maturidade, e isso apenas o tempo pode oferecer”, acredita o ex-deputado, defensor árduo da chapa irista. Com 80 anos de idade (e mais de 50 de vida pública), Iris Rezende é o candidato mais velho que disputa o Palácio das Esmeraldas nesse pleito. “Quando se é jovem as experiencias ainda estão para ser adquiridas”, argumenta o ex-deputado quanto às críticas sobre a idade do líder peemedebista.

A reportagem presenciou o momento em que a deputada estadual Isaura Lemos (PCdoB) perguntou a Wagner Guimarães se ele tentaria uma vaga na Assembleia. O irista foi preciso em responder e seguiu a mesma coerência da entrevista que acabava de conceder: “Não tenho condições, e não existe vitória política sem investimentos financeiros, infelizmente”, concluiu. Isaura Lemos é candidata à reeleição e, embora faça parte da coligação de apoio a Iris Rezende, já flertou com o empresário neopeemedebista Júnior Friboi, que retirou seu nome após árduo impasse interno na sigla.

Até antes do meio-dia, além de militantes e partidários, o escritório político de Iris esteve movimentado. O ex-senador e atual coordenador da campanha de Iris Rezende, Mauro Miranda, e o esposo de Isaura Lemos e também secretário de Organização do Partido Comunista do Brasil em Goiás, Euler Ivo, estiveram no QG.

Vice melhor que o de 2010

Militantes do PMDB, em conversas internas dentro do escritório, apontavam que o vice da chapa de Iris, Armando Vergílio (Solidariedade), é mais preparado para enfrentar o caminho eleitoral do que Marcelo de Araújo Melo (PMDB), que foi candidato a vice na chapa irista das eleições de 2010. O ex-deputado Wagner Guimarães acredita que os dois são preparados. “Mas Armando Vergílio tem mais dinheiro para investir”, comentou.

Conforme dados divulgados nesta quarta-feira (9/7) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Armando Vergílio tem um patrimônio estimado em R$ 4,9 milhões. A campanha do PMDB será a mais cara do Estado. Conforme registrado no TRE, Iris Rezende deve gastar R$ 35 milhões na tentativa de ocupar o poder estadual novamente. 

Principal adversário inicia campanha 

Enquanto a equipe irista segue sem definições quanto ao dia da largada de sua campanha, o governador e candidato à reeleição Marconi Perillo terá a sua oficializada na noite desta quinta-feira, em Goianésia, como faz desde 1998. O ato pretende reunir a chapa majoritária da base governista e os principais candidatos a deputados estaduais e federais, além dos presidentes dos 17 partidos que compõe a coligação marconista.

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