Mudança abriria espaço para que Adib Elias indicasse Luís Severo Braga Gomide para a pasta. O governador Ronaldo Caiado, no entanto, decidiu pela permanência de Sales

Ao menos até o prazo final para desincompatibilização, dia 2 de julho, Pedro Sales continua à frente das agências goianas de Infraestrutura (Goinfra) e de Habitação (Agehab). Cotado como potencial candidato à Câmara dos Deputados, em Brasília, ele havia anunciado nesta quinta-feira, 3, a saída do comando do comando da Goinfra. A mudança abriria espaço para que o prefeito de Catalão, Adib Elias (sem partido), indicasse para a pasta o atual secretário de Transportes e Infraestrutura de Catalão, Luís Severo Braga Gomide. O governador Ronaldo Caiado (União Brasil), no entanto, decidiu pela permanência de Sales.

Na primeira sessão do ano na Assembleia Legislativa (Alego), deputados defenderam a permanência de Pedro na Goinfra, visto que Adib já possui candidatos próprios em 2022. Para deputado estadual, o prefeito de Catalão deve bancar Leovil Jr (União Brasil). Para federal, José Nelto (Podemos). Adib, no entanto, declara que também foi surpreendido pelo anúncio da mudança na titularidade da Goinfra. Quando a saída do cargo ainda era uma possibilidade, Pedro chegou a dizer que o momento político impõe ao governador tomada de decisões difíceis e garantiu que está “mais firme do que nunca” com Ronaldo Caiado. Ele afirmou também que, independente das articulações eleitorais, permaneceria “ajudando o governo”. Caso Sales realmente saísse da Goinfra, órgão que estava desde outubro de 2019, continuaria na Agência Goiana de Habitação (Agehab).

Desde dezembro do ano passado, Sales já vinha intensificando conversas com prefeitos e integrantes de segmentos organizados da sociedade, lideranças políticas e pessoas estratégicas na corrida eleitoral goiana. Ele havia inclusive antecipado ao Jornal Opção que buscaria uma vaga na Câmara dos Deputados apenas se houvesse concordância plena do governador. “Eu só vou para uma candidatura se for com o apoio do governador. Mas também não vou se isso trouxer mais problema que solução. A candidatura não é uma imposição da minha parte. Ela só vai ocorrer se vier para somar. Há muitos problemas que precisam ser equalizados. Base, partidos, formação de chapas. Isso tudo ainda pende de definições”, disse ao Jornal Opção.

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