Presidente da Comissão Provisória do partido disse que municípios reenviarão nomes e que nenhuma chapa ficará impedida de pedir impugnação

egundo o presidente do partido, até agora não há pedidos formais de impugnação | Foto: Renan Accioly
Segundo o presidente do partido, até agora não há pedidos formais de impugnação | Foto: Renan Accioly

O presidente da Comissão Provisória do PMDB, deputado federal Pedro Chaves, explicou nesta quinta-feira (28/1) como se dará a recuperação dos documentos que se perderam durante confusão do Diretório Estadual do partido na noite de quarta-feira (27/1). Segundo ele, o processo eleitoral não será prejudicado e nenhuma chapa será impedida de pedir a impugnação de diretórios.

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Ele confirmou que sumiram documentos de mais de quarenta diretórios depois da briga entre o deputado estadual Paulo Cezar Martins e membros da chapa de Nailton de Oliveira, incluindo o presidente nacional da Juventude do PMDB, Pablo Rezende. Os processos contêm os nomes dos componentes da executiva de cada diretório municipal e dos delegados.

Segundo Pedro Chaves, qualquer membro da chapa pode ter acesso aos documentos, mas admitiu que houve falha do diretório estadual na condução do processo. Na quarta-feira, contou, Nailton pediu cópia de todos os diretórios. Pedro autorizou “Para que ele pudesse sanar qualquer dúvidas que tivesse”.

“Como são cento e tantos diretórios e cada diretório tem 75 pessoas, são várias folhas e a secretária permitiu que os interessados mesmo manuseassem as cópias”, explicou ele. “Ela estava junto, mas o certo seria o diretório tirar e entregar a eles”, reconheceu o presidente.

Pedidos de impugnação

Mais cedo, integrantes da chapa do Nailton de Oliveira reclamaram que a falta destes diretórios os impediria de pedir a impugnação, já que existe um prazo de 72 horas, que se encerra no sábado (30), para fazer a solicitação. Segundo Pablo Rezende, eles pediram para xerocar os documentos justamente por suspeitar de fraudes.

Pedro Chaves explicou que a publicação de todas as cidades que mandaram diretórios é feita justamente para impedir que haja falhas no processo. “É por isso que a gente publica, nós damos publicidade. Se alguém entender que algum diretório foi feito sem cumprir o estatuto do partido, ele pode entrar com impugnação”, garantiu.

De acordo com ele, a possibilidade de as chapas pedirem a invalidação é para impedir que irregularidades deixem de ser punidas, já que é muito complicado que o diretório estadual fiscalize cada um dos nomes. Segundo ele, “Você teria que buscar nos cartórios eleitorais de cada cidade as filiações de todos os membros, ou seja, uma tarefa que é impossível”.

Sobre o esgotamento do prazo, o presidente disse não haver problemas. O direito de pedir impugnação será, segundo ele, plenamente respeitado. Ele explicou que o advogado do partido, Marconi Pimenteira, está fazendo boletins de ocorrência de cada um dos documentos sumidos.

“Como o prazo vence no sábado, se algum município não mandar, a gente pode prorrogar pra segunda (1/2) ou terça (2/2), para que eles reenviem”, esclareceu Pedro. E sentenciou: “Ninguém ficará impedido de impugnar nenhum município caso queira”.

Impugnação

Sobre os questionamentos de que haveriam pessoas que não poderiam fazer parte do diretório, Pedro explicou que, às vezes, nem é preciso impugnar a chapa: “Muitas vezes são pequenas falhas sanáveis, você pode ligar pro diretório e pedir para corrigir. Muitas vezes é CPF errado, endereço errado, dupla filiação, você pede pra substituir”.

Todos os casos são avaliados pela comissão provisória, “para ver se tem fundamento aquela impugnação”. Se o caso for mais sério, todo o diretório é invalidado. Chaves finalizou dizendo que ainda não foi registrado nenhum pedido de impugnação e o processo deve correr sem grandes problemas.