Pedido de diligência adia votação de decreto que impede suspensão de temporários em Goiânia

“Manobra é legal e regimental”, declarou o presidente em exercício, Clécio Alves (MDB) apesar de ter se posicionado a favor da proposta

Câmara de Goiânia retomou sessão presencial nesta terça-feira, 5 | Foto: Alberto Maia

A maioria da base do prefeito Iris Rezende (MDB) na Câmara municipal de Goiânia conseguiu articular uma manobra para evitar a votação de decreto que impedia a suspensão de contratos dos professores temporários da Prefeitura de Goiânia.

O pedido de diligência de Wellington Peixoto (MDB) para o decreto legislativo recebeu 18 assinaturas e foi aprovado. A expectativa é de que o texto volte para plenário só na próxima semana.

O vice-presidente da Casa, Clécio Alves, que presidia a sessão e posicionou-se a favor da proposta apresentada pelas vereadoras da Casa, contra o Paço, anunciou que a apesar de não concordar com essa decisão: “A manobra é legal e regimental”.

A prefeitura argumenta que foi orientada que seria ilegal manter pagamentos, uma vez que os servidores temporários não estão trabalhando durante a pandemia.

“Base gelatina”

Clécio aproveitou a oportunidade para declarar que sabe que alguns colegas da base tem ido ao Paço pedir sua cabeça. “O prefeito é meu amigo e sabe que meu mandato não é meu. Se rolar minha cabeça continuarei de pé”, desabafou. Outros parlamentares da base também se posicionaram contra a iniciativa de suspensão dos contratos.

Já outros, a exemplo do vereador Zander Fábio, insistiram na legalidade e necessidade da matéria. Ele criticou a decisão da vereadora e presidente da CCJ, Sabrina Gracez, de anunciar que a comissão não irá analisar propostas até que a matéria seja votada. Sabrina falou em nome de sete dos nove vereadores que participam da CCJ.

“Não votaremos nada, exceto o projeto que trata dos servidores da Saúde, enquanto o decreto legislativo que susta a suspensão dos contratos temporários não for votado”, resumiu a vereadora.

Zander reagiu à decisão e acusou colegas de formarem uma base gelatina. “A verdade é que somos minoria da base na CCJ. Vou mostrar isso, pois tem vereadores da base que só querem o bônus. Eu não escondo que tenho posicionamento para o bem e para o mal”, afirmou.

“Estamos ganhando tempo sim, pois estamos tentando junto à prefeitura um dispositivo para pacificar a situação”, emendou Zander.

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