Pazuello deve deixar papel de testemunha e ser investigado formalmente pela CPI da Covid

Relator da Comissão, Renan Calheiros, afirmou que alguns depoentes da CPI da Covid vão passar de testemunhas a investigados. A avaliação é que, após os depoimentos e a análise de documentos, já há informações suficientes para direcionar a investigação para suspeitos de irregularidades

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta sexta-feira, 11, que a comissão vai “evoluir” de fase e mudar a condição de testemunhas para a de investigados de algumas pessoas que já prestaram depoimento. O relator, no entanto, não indicou quem deve ser atingido com a mudança de condição.

Nos bastidores, a informação é de que ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello deve deixar a condição de testemunha e será oficialmente investigado na CPI. Além do ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, deve ser incluído no rol dos investigados.

A comissão de inquérito investiga ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia. Até o momento, doze testemunhas já foram ouvidas na CPI, entre elas o atual ministro da saúde, Marcelo Queiroga, e os ex-ministros da pasta Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta.

“Eu queria aproveitar a oportunidade para comunicar que nós estamos ultimando estudos para evoluir de fase na investigação. A partir de agora, nós vamos, com relação a algumas pessoas que por aqui já passaram, tirá-las da condição de testemunha e colocá-las definitivamente na condição de investigadas”, afirmou Renan Calheiros.

A avaliação é que, após os depoimentos e a análise de documentos, já há informações suficientes para direcionar a investigação para suspeitos de irregularidades. A decisão de transformar testemunhas em investigados cabe a Renan, que, contudo, optou por dividir a escolha com os demais integrantes da comissão na semana que vem.

No caso de Pazuello, a crise no abastecimento de oxigênio no Amazonas e o incentivo à cloroquina, medicamento ineficaz no tratamento de Covid-19, são alguns dos elementos que comprovariam a necessidade de tornar o ex-ministro investigado.

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